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Maior órgão do corpo humano, a pele merece grandes doses de atenção

10 December 2007

Maior órgão do corpo humano, a pele merece grandes doses de atençãoVerão chegando, sol aquecendo o corpo e os raios solares anunciando mais uma temporada de diversão ao ar livre. Só que, nesta época do ano, todo cuidado é pouco quando se trata de pele. Maior órgão do corpo humano, ela nem sempre merece das pessoas a atenção merecida. Além das precauções que devem ser tomadas – afinal de contas, os problemas de pele não se restringem às complicações causadas pelos efeitos da radiação ultra-violeta – é preciso estar  tento de que a pele necessita de tanta atenção quanto se costuma dar a outros órgãos como coração, fígado e cérebro.

Apesar de a maioria das pessoas achar estranho quando se fala da pele como um órgão, é exatamente esta a função que ela desempenha. Isto porque a pele é uma estrutura orgânica formada por células que compõem os tecidos que, por sua vez, formam os órgãos que são dotados de funções específicas. Assim, como ao coração cabe a função de bombear o sangue, e ao pulmão oxigenar o organismo, é responsabilidade da pele proteger e regular a temperatura do corpo humano.

Barreira que determina o limite do corpo com o ambiente externo, a pele equivale a 16% do peso de uma pessoa e, além de proteger e regular a temperatura,  realiza outras atividades como o controle do fluxo sanguíneo e preserva o corpo do calor, do frio, da pressão, da dor e do tato. Tal aparato protege ainda contra fungos, bactérias, produtos químicos e físicos, além dos já propalados fatores ambientais. Sem a pele, o ser humano não sobreviveria.

A pele é formada por três camadas, que são a epiderme, a derme e a hipoderme, sendo esta última, a mais profunda. Cada uma delas tem sua própria função e características. A epiderme, por ser a parte mais visível, torna mais difícil a saída de água do organismo e barra a entrada de substâncias e micróbios. A derme, camada intermediária, é composta por fibras, vasos sanguíneos e terminações nervosas.

Desta forma, ela é responsável pela transmissão dos estímulos do ambiente para o cérebro. Daí as sensações de dor, frio, calor, pressão, vibração, cócegas e prazer.

Terceira camada da pele, a hipoderme é essencialmente formada por células de gordura e sua espessura pode variar de pessoa para pessoa, a depender da compleição física de cada um. É ela a responsável por apoiar a derme e a epiderme e ligá-las ao restante do corpo, mantém a temperatura e acumula energia. É importante tomar cuidado com o que se aplica na pele. Segundo o dermatologista Arnaldo Gonçalves Bastos Júnior, uma coisa que nunca deveria se fazer na pele é expô-la ao sol demasiadamente.

“As pessoas nunca devem se bronzear excessivamente, pois o efeito cumulativo do sol causa envelhecimento da pele”, diz o especialista do Centro Médico Hospital Português. Para não enfrentar problemas desagradáveis no futuro, o médico informa que é necessário beber muita água, aplicar filtro solar regularmente, evitar se expor ao sol das 10h às 15h, e utilizar barreiras mecânicas contra o sol como chapéus e camisetas. ”Na Bahia, o índice de radiação ultravioleta é dos mais altos do país”, observa.

Daí a importância de tomar cuidado com a pele mesmo durante as estações de temperaturas mais baixas. O dermatologista alerta para o mito do chamado “sol de inverno”. “Não é que no verão o sol seja mais quente, ele é mais agressivo por causa dos índices de radiação ultravioleta. Os cuidados devem ser tomados da mesma forma”, pontua.

Tipos de pele
Ao contrário do que a indústria de cosméticos propala, não existem tipos de pele no que diz respeito à oleosidade ou secura da pele. O estado da pele vai depender muito da alimentação seguida pelo indivíduo, além de fatores ambientais e genéticos. Se a pessoa herdou dos pais alguma característica de pele, isto vai aflorar. Se os pais tiveram pele acnéica, a tendência é que seus descendentes a tenham também. Ele observa que determinadas pessoas possuem glândulas sebáceas mais ativas, ao contrário de outras, cujas glândulas funcionam menos. “Não existe classificação definitiva sobre pele oleosa ou seca. Elas podem mudar de acordo com fatores intrínsecos (medicamentos, alimentos) e extrínsecos (ambiente)”, comenta o especialista.

Sendo assim, o clima interfere na condição da pele, já que no calor, as glândulas sudoríparas funcionam mais, enquanto que, no tempo frio, existe maior tendência ao ressecamento já que as glândulas trabalham menos. Os alimentos, definitivamente, podem interferir no processo, especialmente se as pessoas consomem muita gordura saturada, tomam refrigerantes e ingerem açúcar em excesso. No entanto, a pele oleosa pode mudar se a pessoa alterar a alimentação e até mesmo se passar a viver em outro país, o que significa que a transformação de alguns hábitos pode refletir diretamente na qualidade da pele.

Ele faz questão de reforçar a importância, para a boa qualidade da pele, da alimentação rica em frutas, verduras, água, carnes magras e baixa gordura, e alerta para os males do sedentarismo, do fumo e da alta ingesta de gordura. Está comprovado que pessoas com alimentação saudável têm a aparência de sua pele bastante melhorada.

Além disso, vale ressaltar a necessidade de proteger-se do sol, higienizar bem a pele e hidratá-la, mas com equilíbrio. Isto porque, existem pessoas que não necessitam usar hidratantes, mas o fazem assim mesmo, o que pode levar a um distúrbio que culmine com o desenvolvimento de uma pele oleosa, por mau uso do produto.

Agora, o que existe mesmo é a classificação quanto à pigmentação da pele. Os índices, de acordo com o tom da pele, variam de 1 a 6 indo da pele mais branca até a pele negra. A partir desta variação, os médicos pode indicar tratamentos, já que existem doenças mais comuns nas pessoas de pele branca – a exemplo do câncer e do foto-envelhecimento - enquanto há outras mais recorrentes nos negros. A pele negra, por exemplo, ao mesmo tempo em que está menos propensa a desenvolver cânceres de pele, está mais sujeita a quelóides, que são cicatrizes imperfeitas ou hiperformadas.

Procure o médico
O dermatologista Arnaldo Gonçalves chama a atenção para a necessidade de se procurar o especialista quando se detectar, na pele, alguma ferida que insiste em não cicatrizar ou alguma lesão escura que aumenta e se diferencia. Ambas as situações podem indicar quadros de câncer de pele.

O tempo não pára
Além da ação do tempo ser inexorável, ou seja, o tempo, por si só, impõe desgaste à pele, é preciso estar atento às radiações que atingem a pele cotidianamente. Além da radiação solar, deve-se prestar atenção às radiações eletromagnéticas (computadores, tevês, luzes fluorescentes) que também agridem a pele.

Doenças do verão
Além das queimaduras causadas pelo sol, a pele pode sofrer de outras formas no verão. Entre outras doenças, destacam-se o pano branco, provocado por fungo e as dermatites por micose. O fungo se adapta muito bem a lugares úmidos e escuros como é o caso da virilha e todas as regiões onde há dobra de pele como axilas e base dos seios. As frieiras são um exemplo, já que acontecem entre os dedos que ficam dentro de sapatos fechados por muito tempo. Na criança, a brotoeja chega junto com o verão, já que ela é causada pelo aumento de temperatura. A hiperhidrose (o excesso de suór) é outro quadro bastante incômodo que pode ser agravado com a chegada do clima quente. Neste caso, há possibilidade de cura com aplicação de toxina botulínica ou cirurgia para desligamento do nervo simpático.

Homem e mulher
As peles do homem e da mulher são diferentes apenas por influência hormonal. O dermatologista Arnaldo Gonçalves conta que a acne neles se comporta de maneira diferente. Isto ocorre porque, quando o homem começa a produzir pelo no rosto as glândulas sebáceas diminuem, reduzindo a ocorrência de acne, enquanto, na mulher, o processo continua.

O sol melhora as espinhas?
Mito. Apesar de ocorrer uma aparente melhora, devido ao bronzeamento e ao ressecamento de algumas lesões, a exposição ao sol acabará provocando uma piora alguns dias depois, devido ao aumento da produção de oleosidade e da espessura da epiderme (camada mais superficial da pele), o que contribui para a obstrução dos poros.

Uma espinha espremida pode virar câncer da pele?
Mito. Espinhas não devem ser espremidas, as isso não origina o câncer da pele. Muitas pessoas espremem lesões que já eram um câncer da pele, pensando ser uma espinha. As lesões evoluem e, quando vão ao médico e recebem o diagnóstico, pensam que foi porque espremeram a “suposta” espinha.

A alimentação causa espinhas?
Mito. A causa da acne é uma predisposição genética para manifestar a doença. No entanto, observa-se que, mesmo não tendo nenhuma participação na causa da doença, a alimentação pode influir no curso da acne. Em algumas pessoas que já têm a doença, é possível ocorrer uma piora das lesões com a ingestão de alimentos como: chocolate, leite e derivados, amendoins, crustáceos, condimentos fortes e alimentos gordurosos. Se você percebe que suas lesões pioram com determinados alimentos, evite-os.

Masturbação causa espinhas?
Mito. O surgimento das espinhas ocorre na mesma época em que os jovens descobrem a sexualidade e a masturbação. Vem daí a crença.

Os furúnculos são uma doença do sangue?
Mito. Os furúnculos são causados por uma bactéria da própria pele, que invade o folículo piloso causando a infecção.

Os furúnculos sempre voltam? Quem teve um, vai ter outros?
Mito. Os furúnculos podem ocorrer de forma repetitiva (furunculose de repetição) ou em um episódio isolado. A pessoa que teve um furúnculo pode não ter nunca mais.

Raspar os pêlos faz com que eles fiquem mais grossos ou cresçam mais?
Mito. Nada que se faça com a haste do pêlo muda a sua característica. A impressão de que o pêlo engrossa deve-se ao fato de que ele foi cortado no meio da haste, onde é mais grosso que na ponta do fio. Se fosse assim, ninguém ficaria calvo, era só raspar a cabeça que os cabelos voltariam a crescer fortes e grossos.

Para a barba não aumentar, não se deve raspar todo dia?
Mito. Raspar a barba todo dia não vai estimular o crescimento de novos pêlos nem engrossar os que já existem pois isso não afeta a raiz do pêlo, responsável pelo seu desenvolvimento.

Quanto mais se depila, menos pêlos crescem?
Mito. A retirada dos pêlos por depilação não impede o seu crescimento. Isto só aconteceria se, durante a depilação, o bulbo piloso, que forma o pêlo, fosse destruído.
Depilação com roll-on ou cera quente causa varizes?
Mito. As varizes são formadas devido a uma alteração das veias das pernas, dificultando o retorno do sangue venoso para o coração e aumentando a pressão dentro dos vasos. A depilação não interfere neste processo.

       
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