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Prevenção às IST

istAs Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. A cada ano, o problema responde por, aproximadamente, 340 milhões de novos casos, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS. Destes, 12 milhões afetam diretamente os brasileiros, causando comprometimento da fertilidade masculina e feminina, danos a gestantes e fetos, risco aumentado para contágio pelo vírus HIV e surgimento de certos tipos de câncer, dentre outros problemas apontados em pesquisas. Médico líder da Infectologia do Hospital Português, Dr. Alessandro Farias aponta os atuais fatores de disseminação das IST e ressalta as estratégias de prevenção e tratamento dessas doenças. Confira!      

1 Quais as causas para o maior contágio por HIV entre adolescentes e idosos brasileiros?

A infecção por HIV entre os jovens triplicou nos últimos anos, devido à falta de uso do preservativo, especialmente, entre homens que fazem sexo com homens. Na população idosa, a maior probabilidade de disfunção erétil e o uso de medicamentos que aumentam a potencia sexual têm sido motivações comuns de relações sem camisinha.

Que dados sobre prevenção de IST devem ser reforçados para a população?

O uso de preservativo masculino e feminino (que ainda requer o maior contato das mulheres para se tornar uma ferramenta efetiva no combate ao HIV) é fundamental para prevenir o vírus da AIDS e infecções somente evitáveis com essa estratégia, como a gonorreia. A vacinação também é essencial contra o HPV e a Hepatite B.

Além da Sífilis, que outras IST têm afetado a nossa população? 

A Sífilis se tornou um problema grave pelo descuido no uso do preservativo. A recente falta da penicilina, nos postos de saúde, também ajudou a aumentar os casos de contágio desta doença. Já a Gonorreia, antes, tratada com maior facilidade, hoje, requer emprego de medicamentos injetáveis juntamente com antibióticos orais; sua resistência cresceu a ponto de virar uma preocupação mundial. Nos EUA, a doença representa uma ameaça semelhante à de bactérias causadoras de infecções letais.

4 Quais os maiores entraves no controle das IST?

Hoje, temos uma cadeia de difícil controle em nossa população, que faz essas doenças persistirem. Perceba: das pessoas com algum tipo de infecção relacionada ao sexo, apenas uma parte procura atendimento médico. Desse público, nem todos são diagnosticados corretamente. Entre os que recebem diagnóstico adequado, nem todos tomam medicamentos corretamente. Entre os que tomam medicamento corretamente, muitos não convocam o parceiro para o tratamento conjunto.

 5 Esse descuido se deve a questões culturais e desinformação?

É uma mistura de dificuldades. Envolve preconceito, acesso aos serviços de saúde, situação social e econômica, tipo de relação que se tem com o parceiro ou parceira, liberdade de discutir esse assunto no relacionamento e buscar tratamento adequado dos envolvidos. É preciso vencer a discriminação com relação a essas doenças.

6 Em que situações o diagnóstico precoce pode levar à cura?

Quanto mais rápido se trata uma IST, maior a chance de cura. Felizmente, a maioria é curável, como a Gonorreia, Sífilis e o HPV (embora possa recidivar). Já a Hepatite B é muito difícil curar; somente se houver cura espontânea do organismo. O vírus HIV ainda não tem cura, mas tem um controle muito potente.

7 Quais as principais estratégias de prevenção e tratamento do HIV, no Brasil?

Durante muito tempo se enfatizou o uso do preservativo, mas, sabemos, agora, que estratégias combinadas de prevenção são mais eficazes contra o HIV. Descobriu-se que tratar as IST reduz as chances de contrair AIDS e, também, que tratar o portador do vírus é a forma mais eficiente de interromper sua transmissão. O tratamento adequado reduz praticamente em 100% a capacidade de transmissão do vírus. As estratégias incluem, ainda, Teste Sorológico anual, visando ao tratamento imediato, especialmente, de populações de alto risco (homens que fazem sexo com homens, transexuais, presidiários, profissionais do sexo e usuários de entorpecentes). Esse público representa 50% de todas as IST no mundo e motivou a criação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) pelo Ministério da Saúde. Quem manteve relação sexual casual, sem preservativo, e vítimas de estupro dispõe do suporte da Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A gestante portadora de HIV também deve buscar tratamento para evitar o contágio do feto.

8 Qual a relação das IST com o câncer e o contágio por HIV?

As IST, frequentemente, são porta de entrada para outras infecções, como o HIV. Já o câncer em áreas como ânus, pênis, colo do útero e orofaringe tem relação comprovada com o HPV, enquanto o câncer de fígado está associado à Hepatite B.

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