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Bailes da Terceira Idade

Terceira idadeOs bailes de carnaval têm um efeito mágico na vida dos idosos. Quem já viu de perto nunca esquece.  Para Dr. Corina Leal Costa, geriatra e gerontóloga do Hospital Português, a função onírica e lúdica dos bailes é fundamental.  “Ao colocar uma fantasia carnavalesca, os idosos se lembram dos bailes que frequentavam, se lembram das marchinhas que embalaram tantas alegrias”, explica.

Não somente isso. Ao mergulhar na alegria dos dias de Momo que os Bailes trazem, a pessoa idosa se percebe parte de uma experiência conjunta. Eles se sentem valorizados e ainda situados em um contexto social aproveitado por todos. “Os idosos continuam desejando viver experiências. Eles querem se sentir vivos e pertencentes. Os bailes são excelentes instrumentos de socialização, pois todos estão integrados no ritmo da festa, construindo ou reforçando amizades através da dança, das brincadeiras e da troca”, salienta Dra. Corina.

Um dos frequentadores dos bailes, o senhor Uzel Duplat, mesmo aos 71 anos, ainda é um fã do carnaval. Mas, admite preferir aquele do seu tempo de moço. “Hoje, eu estou seminovo”, brinca entre sorrisos. Admirador das festas Momo dos anos 1960 e 1970, quando os carnavais de rua em Salvador eram mais simples por conta da ausência de trios elétricos e blocos fechados, Uzel explica não ser preciosismo o fato de olhar para o atual e sentir saudade daquele carnaval de quarenta, cinquenta anos atrás. “Nas ruas de hoje, eu afirmo com toda a segurança que não há mais espaço para a festa como ela realmente deve ser. A segurança era maior, a ausência de trios ajudava. Por isso que eu prefiro os bailes”, afirma o aposentado.

Sendo o segundo maior estado brasileiro em números de idosos, a Bahia possui o carnaval como evento que desperta muito o interesse dessa população com mais de 65 anos. Os bailes voltados para eles é uma opção de muita segurança para que aproveitem o período sem riscos à saúde. Dra. Corina relaciona algumas dicas. “Como se trata de um público especial, alguns cuidados importantes precisam ser considerados”, pontua a geriatra. No quadro abaixo, ela lista itens importantes para serem levados em consideração. 

Dra. Corina aponta, ainda, a importância não somente física para o corpo, como, também, psicológica para a pessoa idosa que frequenta os bailes de carnaval.  “O corpo e a mente agradecem,” afirma a médica. “Quando  dançamos, aprendendo novas coreografias, trabalhamos o ritmo, o equilíbrio, a coordenação motora, o cérebro estabelece novas conexões neurais, favorecendo a memória. Além disso, libera endorfina que estimula a sensação de bem-estar e alegria, jogando a tristeza e a depressão para bem longe, aumentando a autoestima e o bem estar dos participantes”, complementa.

O frequentador dos Bailes, Sr. Uzel, ratifica isso ao afirmar que a sensação de nostalgia que o evento lhe traz é importante por remeter a um período que lhe é muito caro. “É uma sensação saudável, longe de qualquer tristeza. Os bailes me trazem muita alegria. Reavivar a memória dessa forma significa muito para mim”, completa.

Dr. Corina define de modo ideal a importância dos bailes de carnaval na vida dos idosos. “Uma das coisas mais estimulantes para a vida da pessoa é viver, se sentir vivo! Quem já frequentou um evento desses sabe a tamanha energia que circula. Os bailes, com certeza, trazem essa sensação”, pontua e aproveita para fazer um convite.  “Todos saem renovados de um evento assim. Os idosos, familiares, amigos, profissionais. Então, se você ainda não viveu essa experiência, sinta-se convidado. A alegria deles contagia a todos”, afirma.

Protetor solar: o sol esta se pondo mais tarde agora no verão, portanto não saia de casa sem a devida proteção;

Roupas e sapatos: precisam ser leves e confortáveis, para facilitar os movimentos e amenizar o calor, não podem causar incômodo ao ponto de sufocar ou apertar o idoso;
Sapatos: é importante usar sapato baixo e fechado, de preferência sem cadarço, e ter cuidado com os locais onde o idoso dança, que não ter degrau ou com piso escorregadio;
Água: antes, durante e depois da festa não esqueça os líquidos. A desidratação nas pessoas com mais de 60 anos pode gerar sérios problemas, como o risco de quedas devido à tontura;
Medicação: leve a medicação e a identificação sobre o que usa e o horário, com endereço e telefone.
 

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