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Musicoterapia no hospital

musicoterapiaDifícil encontrar alguém que não goste de música. Essa inclinação se explica pela capacidade que as melodias têm, de influenciar áreas do cérebro diretamente ligadas às emoções e à motivação. Não raro, o uso terapêutico da música excede o bem-estar mental, beneficiando o corpo todo. No ambiente hospitalar, a musicoterapia está associada à melhora dos sinais vitais dos pacientes (regulação da pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória), diminuição dos sentimentos de controle (ansiedade, tensão, estresse, angústia e sintomas depressivos), alívio da dor, melhora da qualidade do sono e do sistema imunológico, dentre outros ganhos. Esses aspectos foram determinantes para a criação do Projeto Tardes Musicais, na Unidade de Terapia Semi-intensiva do Hospital Português, onde as sessões de musicoterapia vêm agregando qualidade de vida e leveza à rotina de pacientes, familiares, acompanhantes e equipes multidisciplinares da Instituição.

 

Hospitalizado há mais de 20 dias, na Semi-intensiva, Ítalo Cruz avalia a ação como um complemento da assistência multidisciplinar. “Agradeço ao Hospital pela iniciativa, porque encontrei na música um meio de me fortalecer e alegrar, para superar esse momento de forma bem positiva. Vocês são muito especiais. Espero que o projeto continue. Depois de Deus e minha família, a música me traz força, vontade de vencer”, afirma, sendo reiterado por sua prima e acompanhante, Flávia Michelle Souza. “Ítalo gosta muito de música. Ele aguarda ansioso a quarta-feira, para participar, cantar, tocar... A musicoterapia resgatou essa alegria nele, por isso, é um momento especial para mim, também”, declara. Quem trabalha no HP se sente, igualmente, beneficiado, como o auxiliar de Unidade III, Edmilson dos Santos, que acompanha a iniciativa desde o início. “A musicoterapia tem ajudado muitos pacientes e, também, colaboradores como eu, que esperam por esse momento de aproximação, relaxamento e motivação em grupo, porque a música eleva o espírito e aquece a alma”, revela.

 

Para o coordenador médico da Semi-intensiva e articulador do projeto, Dr. Márcio Peixoto, esses relatos confirmam o potencial da musicoterapia como recurso adjuvante eficaz na humanização do ambiente hospitalar. “Cada pessoa responde de forma muito particular aos estímulos da música. No entanto, diversos estudos reconhecem vantagens neste método simples, acessível e barato, de ação rápida e eficiente, não invasivo, não farmacológico ou doloroso, sem efeitos colaterais, que atua sobre o ânimo e a fisiologia de pacientes, visitantes e profissionais da saúde”, destaca. Globalmente, essas características têm mobilizado instituições atentas à qualidade de vida no ambiente de cuidado. "A musicoterapia vem beneficiando diretamente os profissionais, pacientes e seus familiares, favorecendo a expressão de sentimentos e conteúdos subjetivos. Os efeitos são observados nas relações interpessoais de colaboradores e no estreitamento da vinculação paciente-equipe, possibilitando uma assistência hospitalar personalizada e humanizada", observa a psicóloga da Semi-intensiva, Aline Pereira.

 

BENEFÍCIOS COMPROVADOS

Os benefícios da musicoterapia já ganharam destaque em publicações científicas conceituadas internacionalmente. A revista The Lancet, por exemplo, divulgou uma pesquisa da Universidade Queen Mary, em Londres, sobre o uso da música em pacientes cirúrgicos. Depois de aplicar 70 testes, em sete mil pacientes, os cientistas concluíram que escutar música antes, durante e após um procedimento, reduz o desconforto cirúrgico e melhora a experiência do paciente, ajuda no relaxamento, na redução da ansiedade, da dose de analgésicos ou sedativos, e da dor (mesmo quando sob o efeito de anestesia geral), favorecendo a alta hospitalar em menor tempo.

 

O musicoterapeuta Ricardo Romanha explica que a terapia com elementos musicais (ritmo, melodia, sons), no HP, em grupo ou individualmente (no leito de internação), visa promover alegria, interação, autoestima, aceitação do adoecimento e dos processos pós-operatórios ou pós-traumáticos do paciente, conforme cada caso. “As pessoas participam naturalmente, cantam, sugerem músicas, tocam algum instrumento, porque a música provoca interação, animação, leveza e qualidade de vida. Assim, a musicoterapia cumpre o seu papel: auxilia nos processos do sujeito e dos profissionais em suas demandas, criando pontes entre alegria e saúde, para quem cuida ou é cuidado”, conclui.

Clique no link abaixo e leia a Revista Imagem Real de Maio/18 completa:
http://www.hportugues.com.br/imprensa/revista-imagem-real 


 

       
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