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O evento aconteceu no Mezanino do Centro Médico Hospital Português e reuniu transplantados e pacientes que aguardam na fila de espera por um órgão.
Na ocasião, os grupos de transplantes de Rim, Fígado, Medula Óssea e Córnea do HP e a Central de Transplantes de Órgãos da Bahia realizaram uma exposição esclarecendo à população sobre os transplantes e a doação de órgãos. Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, no Brasil a fila de espera é composta por mais de 57 mil pessoas. Só na Bahia, até o mês de julho, foram registrados 1404 pacientes que aguardam por um órgão para conseguir uma nova chance de vida.
O Hospital Português, centro pioneiro em transplantes na Bahia, hoje realiza transplantes de rim, fígado, medula óssea e córnea. Em 2002, o HP realizou cinco transplantes de fígado, 20 de medula óssea, dois de córnea e 15 de rim contribuindo significativamente para elevar o número de cirurgias realizadas no estado ano a ano. Iniciado em maio de 2001, o Programa de Transplante Hepático comemora a realização do 10º procedimento - ocorrido em 16 de agosto deste ano - registrando atualmente um índice de sucesso da ordem de 70%.
27 de setembro
A data escolhida para as comemorações do Dia Nacional da Doação de Órgãos, 27 de setembro, corresponde àquela em que se comemora o dia dos santos Cosme e Damião no mundo ocidental.
Esses santos, mártires do cristianismo, cultuados no Brasil, sobretudo nos Estados do Rio de Janeiro e da Bahia, foram irmãos gêmeos, originários da Arábia, que estudaram medicina na Síria e passaram a exercê-la na Egéia, Cilícia, Ásia Menor. Exerceram sua profissão sem nada receber por seu trabalho, sendo por isso cognominados "anargiros", ou seja, inimigos do dinheiro.
Maior que a perícia deles só mesmo sua fé e seu dom de realizar milagres, com o qual operavam curas estupendas em casos desesperadores. A força desse relato já bastaria para justificar a escolha do dia 27 de setembro, porquanto nele se testemunha que a existência e o trabalho dos dois santos foram uma constante doação destinada a salvar as vidas de seus semelhantes.
Entretanto, o mais significativo é que eles também fazem parte da história mitológica dos transplantes no ocidente: atribui-se-lhes o transplante de uma perna, retirada de uma pessoa que havia falecido, em um indivíduo que acabava de ter a sua própria perna amputada. Esse episódio encontra-se reproduzido na obra "Cosme e Damião", de Alonso de Sedano, pintor que viveu nos séculos XV e XVI.
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