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Quem nunca sentiu azia, dor abdominal, náusea? Esses são
alguns sintomas que acometem ou já acometeram praticamente
todos os brasileiros. O estresse da vida moderna, a obesidade
e hábitos como o tabagismo e uso do álcool são alguns dos
fatores que contribuem para o aumento das doenças do aparelho
digestivo.
Esse fato pôde ser observado em Salvador através do
crescimento no número de internamentos na Unidade de
Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Português, uma
unidade especializada no atendimento a portadores de doenças
gastrointestinais agudas ou crônicas que requeiram cuidados
intensivos e semi-intensivos, inclusive os pacientes em pré e
pós-operatório de transplante hepático. A Unidade registrou de
2002 para 2003 um crescimento da ordem de 80% em número de
atendimentos. A maioria das admissões na unidade foram
decorrentes de quadros de abdômen agudo inflamatório e
obstrutivo, hemorragia digestiva alta e baixa e cirrose
hepática descompensada.
A Unidade de Gastroenterologia e Hepatologia (UGH) situa-se
no terceiro andar do Hospital dispondo de 18 leitos, sendo 10
de terapia intensiva e 08 leitos de terapia semi-intensiva,
dispostos em quartos com banheiro privativo e com direito a
acompanhante, todos acoplados a central de monitorização. É o
setor responsável no Hospital Português pelo manejo dos
pacientes transplantados de fígado, desempenhando importante
função nos excelentes índices de sucesso desta cirurgia,
comparáveis aos mais importantes centros do mundo.
O Simpósio
Trazendo a Salvador o Professor Antoni Mas, Chefe da
Unidade de Terapia Intensiva de Hepatologia do Hospital Clinic
da Universidade de Barcelona, Espanha e o Prof. David Kravetz,
da Universidade de San Diego, Califórnia, além de conceituados
profissionais nacionais, o Simpósio Internacional de Medicina
Intensiva em Gastroenterologia e Hepatologia foi composto por
três cursos pré-simpósio nas áreas de enfermagem em terapia
intensiva, endoscopia digestiva e bioimagem em
gastroenterologia e de conferências, mesas redondas e
simpósios satélites.
Serviço de Endoscopia
Equipamentos de última geração para o diagnóstico das
doenças do aparelho digestivo
Um dos grandes trunfos da Medicina hoje é a prevenção. A
cada dia, novos métodos diagnósticos são descobertos,
permitindo aos médicos e pacientes a descoberta de doenças
graves em estágio inicial, proporcionando assim, em muitos
casos, a cura.
Acompanhando de perto esse avanço, o Hospital Português
aproveita o momento da realização do I Simpósio Internacional
de Medicina Intensiva em Gastroenterologia e Hepatologia para
inaugurar as novas instalações do Serviço de Endoscopia,
voltado para o diagnóstico das doenças do aparelho
digestivo.
Além de contar com novos equipamentos de última geração,
dotados do recurso de magnificação de imagem, que permite um
diagnóstico de maior precisão - o Serviço abriga três salas de
exames, quatro salas de preparo para colonoscopia e sala de
pHmetria e Manometria, distribuídas em uma área de mais de
180m2.
Conheça os exames realizados no serviço que permitem
diagnosticar as patologias do aparelho digestivo:
- Endoscopia: é um exame indicado para diagnosticar e
tratar doenças do esôfago, estômago e duodeno através de um
aparelho chamado gastrofibroscópio. Este é um aparelho
flexível com fonte de luz frontal que permite a visualização
de todo o trajeto percorrido durante o exame, desde a boca
até porções iniciais do duodeno. Com esse exame é possível
realizar diagnósticos (gastrites, úlceras, esofagites,
varizes de esôfago, hérnia hiatal, duodenites, câncer) ,
biópsias de lesões, retirada de corpos estranhos, dilatações,
acompanhamento após cirurgia digestiva, passagem de sondas e
cateteres, diagnóstico das causas de sangramento e o seu
tratamento, retirada de pólipos, acesso à via biliar com
realização de procedimentos cirúrgicos, ecoendoscopia,
pesquisa de H. pylori, entre outros procedimentos.
- Colonoscopia: é um exame indicado para diagnosticar
e tratar doenças do reto e intestino grosso (cólon) através
de um aparelho chamado colonofibroscópio. Este é um aparelho
flexível com com fonte de luz frontal que permite a
visualização de todo o trajeto percorrido durante o exame,
desde o ânus até o ceco e eventualmente as porções finais do
intestino delgado. Com a colonoscopia é possível detectar e
remover a maioria dos pólipos sem cirurgia abdominal. A
colonoscopia é mais fidedigna do que o exame de bioimagem
para detectar pólipos ou câncer precoce. Freqüentemente, os
pólipos podem ser removidos, sendo evitada sua progressão
para câncer de colon.
- pHmetria: a pHmetria de 24 horas, exame de
referência para o diagnóstico da Doença do Refluxo
Gastroesofágico, é um exame simples, inócuo e de grande valor
para o gastroenterologista. Nos centros médicos mais
avançados de primeiro mundo este exame tem se tornado
indispensável principalmente quando se tem dúvidas
diagnósticas, quando se quer confirmar a presença da doença
do refluxo gastroesofágico ou quando se pensa em indicar
cirurgia para o paciente.O exame é feito através de uma
delicada sonda que é introduzida no esôfago do paciente e
deixada 24 horas neste local. Sua extremidade interna tem
sensores de pH e a sua extremidade externa é conectada com um
aparelho de registro de pH. Este aparelho, após as 24 horas
de registro, é conectado a um computador que analisa quantas
vezes o pH foi anormalmente ácido assim como contabiliza o
percentual das 24 horas em que houve refluxo patológico.
- Manometria: manometria é o estudo detalhado das
atividades motoras do esôfago. O exame é realizado através de
uma sonda naso-gastrica especifica, que contém vários
sensores de pressão. Desta maneira pode-se avaliar os
distúrbios de motilidade três áreas de interesse no esôfago:
O Esfíncter Inferior do Esôfago (competência, coordenação e
posição), o Corpo Esofágico (peristaltismo) e o Esfíncter
Superior do Esôfago (competência, coordenação e posição).
Algumas doenças que se manifestam com dor torácica necessitam
de diferenciação com os distúrbios de motilidade do esôfago
como, por exemplo, a doença coronariana e a doença do refluxo
gastroesofágico.
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