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A pesquisa revela estatísticas preocupantes: 22,1% dos entrevistados admitiram consumir, nos últimos três meses, quatro doses (mulheres) ou cinco doses (homens) diárias de bebida alcoólica.
Essa freqüência, observada principalmente entre os mais jovens, é um indicador de como a bebida alcóolica pode se tornar uma vilã para a saúde: o etanol é a maior causa das doenças hepáticas no mundo.
Embora normalmente sejam necessárias doses elevadas de álcool para provocar hepatite alcoólica ou cirrose, algumas pessoas podem desenvolver uma doença hepática com apenas 40 gramas de álcool puro por dia, o equivalente a duas doses de bebida destilada, como a pinga, por exemplo.
Por absorver 30% mais de álcool que o homem, as mulheres estão mais propensas aos males do álcool. O organismo feminino tem mais dificuldade para metabolizar o etanol, provavelmente por ter mais gordura e menos água que o masculino, o que leva a um aumento da concentração alcoólica no sangue.
A cada dose, o fígado aumenta a sua atividade, cresce a tolerância ao álcool e o corpo paga um preço alto por esse excesso de trabalho: com o tempo, surgem alterações nas células hepáticas.
Inicialmente, ocorrem pequenas lesões reversíveis. Essas lesões podem evoluir para necrose (morte) das células, com formação de fibroses (cicatrizes), caracterizando a hepatite alcoólica. Após anos de agressão contínua, instala-se um quadro grave: a cirrose. Em sua fase avançada, o fígado encolhe e tem suas funções comprometidas de forma irreversível.
A cirrose - Por causa da capacidade de se regenerar quando lesado, algo que ocorrer com doenças como a hepatite, o fígado passa por um processo de cicatrização. A criação do tecido da cicatriz após lesões repetidas ou contínuas ao fígado, pode ser tolerada pelo corpo sem conseqüências sérias.
Porém, a formação de cicatriz pode tornar-se exagerada a tal ponto que o fígado pode paralisar funções essenciais, como a detoxificação do sangue, a metabolização de remédios e a produção de enzimas, proteínas do sangue, e albumina.
O diagnóstico da doença é feito através de exame físico, exames de imagem e, principalmente, de biópsia. Em muitos casos, o cirrótico pode não ter sintoma algum, mas os mais comuns são icterícia, cansaço, sangramentos gastrointestinais e edemas no abdômen e nos pés.
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