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Rotura Esplênica Espontânea como Complicação de Amiloidose AA.
 
 
Resumo do trabalho apresentado na VI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo que aconteceu em Recife, em 17 de outubro de 2004.
 
 

Cavalcanti AR, Soares MA, Cunha MS, Zollinger CC, Alves ES, Studart E, Dutra MMD, Souza DG, Cordeiro RN & Bittencourt PL
Unidade de Gastroenterologia e Hepatologia do Hospital Português de Salvador, Bahia.

Fundamento: Esplenomegalia é observada em cerca de 4% a 13% dos pacientes com amiloidose AL, associada ao mieloma múltiplo, sendo a rotura esplênica espontânea considerada uma complicação rara das amiloidoses sistêmicas, tendo sido descrita até o momento apenas na amiloidose AL e na amiloidose associada à b2-microglobulina.

Objetivo: Descrever o primeiro caso da literatura de rotura esplênica espontânea associada a amiloidose AA.

Relato de Caso: Paciente feminina de 63 anos, com antecedentes de asma brônquica e hipotiroidismo, foi admitida na Unidade de Nefrologia do Hospital Português em outubro de 2001 devido a anasarca secundária à síndrome nefrótica. Foi submetida à biópsia renal e à biópsia de um nódulo pulmonar, descoberto ao Rx de tórax, que revelaram, respectivamente, amiloidose renal e pulmonar. A ultrasonografia abdominal e ecocardiografia demonstraram, por outro lado, hepatoesplenomegalia e sinais de amiloidose cardíaca. A paciente foi tratada com ciclofosfamida, mas apresentou perda progressiva da função renal, necessitando de hemodiálise em novembro de 2002. Três meses após, foi hospitalizada por quadro de abdômen agudo e choque hipovolêmico. A tomografia abdominal revelou presença de hematoma esplênico e hemoperitoneo. Ela foi submetida a laparotomia e esplenectomia por rotura esplênica espontânea. O exame da peça cirúrgica revelou presença maçica de depósitos amilóides, sendo confirmada amiloidose AA por imunohistoquímica.

Conclusões: Rotura esplênica espontânea pode ocorrer como uma complicação rara da amiloidose AA e deve ser considerada no diagnóstico diferencial de abdômen agudo em portadores desta forma secundária de amiloidose sistêmica.

 
         
 
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