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Avaliação nutricional de pacientes em hemodiálise antes e após orientação dietoterápica
 
   
Avaliação nutricional de pacientes em hemodiálise antes e após orientação dietoterápica
 
 
Resumo do trabalho a ser apresentado no II Fórum de Pesquisa e conhecimento em Nutrição Clínica nos dias 27 à 29 de julho de 2006, em Salvador/BA.
 
 

AUTORES: FERNANDES,GB; RIBEIRO,NA; LOBO,C;MATA,PL;
INSTITUIÇÃO: Hospital Português

Introdução: Segundo dados epidemiológicos, a morbi-mortalidade da população em diálise é muito elevada. Entre os fatores determinantes estão a adequação de diálise e o estado nutricional. Vários estudos demonstraram que a baixa adequação de peso e a reduzida concentração sérica de albumina e colesterol aumentam o risco de mortalidade nessa população.  A desnutrição, a hipercalemia, a hipocalcemia e a hiperfosfatemia e seus efeitos, além das complicações do excesso de líquidos ingeridos podem ser corrigidos com o acompanhamento nutricional individualizado.
Objetivo: Investigar o impacto da orientação dietoterápica sobre o estado nutricional dos pacientes em hemodiálise do Hospital Português.

Metodologia: Foram avaliados 75 pacientes em programa de hemodiálise do Hospital Português, entre setembro/2005 à março/2006  antes e após a orientação nutricional  individualizada e para domicílio. Foram analisados os seguintes parâmetros: IMC, albumina sérica, Ht, Hb níveis séricos de  potássio, fósforo, cálcio, produto cálcio/ fósforo e  controle de ingestão de líquidos a partir do ganho de peso interdialítico.

Resultados: Do total de pacientes estudados, 67,6%  eram do sexo masculino e 32,4% do sexo feminino. A idade variou da amplitude de 19 anos à 84 anos. Entre as principais causas da IRC, verificou-se um percentual de 24,32% para HAS, 22,97% para GNC + HAS, 21,62% para DM + HAS, 10,81% para GNC, 6,76% para DM, 2,7% para uropatia obstrutiva e 10,81% para outras causas. O IMC médio esteve dentro do limite de normalidade segundo OMS, e não diferiu entre os sexos nos dois momentos de avaliação;  60,1% dos pacientes foram classificados com eutróficos tanto na 1ª como na 2ª avaliação. Apenas 10% dos pacientes foram considerados desnutridos segundo o IMC. Em relação ao ganho de peso interdialítico, a média apresentou-se em torno de 2,8kg para os dois momentos da avaliação nutricional. Após a orientação nutricional, houve forte  evidência estatística, em relação ao aumento da albumina sérica (P < 0,05); Apenas 1,6% exibiram valores inferiores a 2,4g/dL após a segunda avaliação. Em 69,3% dos pacientes, houve manutenção ou aumento dos valores de hemoglobina, enquanto apenas 8% dos pacientes apresentaram piora dos valores de hematócrito após a prescrição da dieta; 76% dos pacientes apresentaram creatinina sérica superior a 10mg/dL e as médias se mantiveram antes e após orientação nutricional. As concentrações de fósforo e do produto cálcio x fósforo encontravam-se em média dentro da normalidade nos dois períodos de avaliação nutricional. A dosagem de potássio sérico foi significante do ponto de vista estatístico (P < 0,05 ) após a orientação nutricional; variou de  5,74mg/dl para  5,42mg/dl.

Conclusão: A elaboração e orientação do plano alimentar individualizado, a adequação das  necessidades nutricionais, hábitos e preferências alimentares, bem como da evolução clínica e laboratorial do paciente, foram fatores contributivos para a melhora dos níveis de albumina sérica e controle do potássio sérico. Salientando que a orientação nutricional também contribuiu para a manutenção dos níveis de IMC (Índice de Massa Corpórea), ganho de peso interdialítico, creatinina, cálcio, fósforo e produto cálcio x fósforo, dentro dos níveis de normalidade para a maioria dos pacientes.

UNITERMOS: Hemodiálise, avaliação nutricional, orientação nutricional

 
         
 
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