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Artigo Médico: Estágio Final de Doença Renal - EFDR/ Dez 2003
         
 
   
Artigo Médico: Estágio Final de Doença Renal - EFDR/ Dez 2003
05/12/2003
 
 
O Estágio Final de Doença Renal configura uma típica condição clínico-funcional em que o paciente nefropata se encontra em severo grau de Insuficiência Renal Crônica, incapaz de prover o seu equilíbrio metabólico hidro-eletrolítico e as funções renais de depuração do meio interno, o que conduz à uremia sintomática e a graves riscos de morte.
 
 

 * Dr. Ernane Nelson Gusmão

   O indivíduo em EFDR é caracterizado funcionalmente por uma perda de aproximadamente 90% (noventa por cento) da capacidade depuradora ou filtrante dos rins. Esta condição curiosamente é compatível com a manutenção de um volume urinário normal, porém com urina característica da Síndrome de Monotonia Urinária - isovolume, isostenúria, isocória, denunciadora da rigidez funcional. Nessa situação os níveis de uréia e creatinina do sangue estão muito elevados, assim como eventualmente os de fósforo, magnésio e potássio, ao tempo em que o paciente manifesta profunda anemia. A melhor maneira de caracterizar o EFDR é demonstrar a extrema queda da filtração glomerular, através da comprovação de um CLEARANCE DE CREATININA inferior a 10ml/min (normal = 90/130 ml/1.73m2).

  Os pacientes em ESTÁGIO FINAL DE DOENÇA RENAL apresentam também significativas alterações ultrasonográficas nos rins, especialmente aumento difuso da Ecogenicidade,  perda do limite cortiço - medular, redução do tamanho dos rins, além de eventuais cicatrizes, dilatações, cistos, cálculos e outros possíveis eventos.

  Estima-se que a prevalência do EFDR, uma condição obrigatoriamente tributária de TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA (Diálise e/ou Transplante) esteja crescendo, face ao crescimento da própria população, ao aumento da longevidade das pessoas, e ao incremento de Doenças Básicas Consumidoras dos Rins, tais como a Hipertensão Arterial e o Diabetes Mellitus.

  No Brasil existem cerca de 60.000 (Sessenta mil) pacientes em EFDR experimentando alguma modalidade de TRS (Terapia Renal Substitutiva). Na Bahia são cerca de 3.000 (três mil). A grande maioria destes pacientes se encontra em Hemodiálise Crônica; percentuais menores em CAPD - Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua, DPI - Diálise Peritoneal Intermitente, DPA - Diálise Peritoneal Automatizada e Transplante Renal.

  O Hospital Português participa ativamente desse esforço, com um pujante Serviço de Hemodiálise e Transplante, Diálises Peritoneais convencionais e na iminência de iniciar o seu programa de Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua e DPA.


*Ernane Nelson Gusmão é médico Nefrologista do Hospital Português

 
         
 
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