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Nova Técnica de Plástica de Abdômen Diminui Complicações no Pós-operatório / Jul 2003
         
 
   
Nova Técnica de Plástica de Abdômen Diminui Complicações no Pós-operatório / Jul 2003
01/07/2003
 
 
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Bahia, apresentou no dia 25 de maio uma nova técnica de cirurgia plástica de abdômen que proporciona excelente resultado, menos complicações e mais conforto no pós-operatório.
 
 

A Dermolipectomia Abdominal envolve num só ato cirúrgico as duas fases da plástica - retirada do excesso de pele / correção do músculo e retirada do excesso de gordura - e diminui sensivelmente os efeitos negativos do pós-operatório.  A demonstração cirúrgica dessa técnica foi feita pelo médico Osvaldo Saldanha, de São Paulo,  no Hospital Português.

Na técnica clássica, o excesso de pele é retirado e, em seguida, é feita a correção da musculatura, conservando o excesso de gordura da parede abdominal. "Essa técnica clássica requer amplos descolamentos da parede abdominal, o que leva ao sofrimento vascular, aumentando assim o número de complicações, a exemplo de necrose de parede abdominal, seromas e hematomas", explica Dr. Ivan Tavares, presidente da Regional Bahia da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para a retirada do excesso de gordura, 90 a 120 dias após a primeira etapa, era feita a lipoaspiração, ou seja, o paciente passava por novo processo cirúrgico.

Com o nova técnica, em uma só cirurgia são feitas a lispoaspiração e a plástica abdominal, minimizando com isso as complicações da cirurgia convencional. Primeiro é feita a lipoaspiração do contorno corporal (costas e cintura) e em seguida do abdomên, conservando a camada de irrigação sangüínea da parede abdominal. Depois, é realizada apenas a correção da diástase dos músculos retos do abdômen (distensão freqüente nas mulheres após a primeira gestação, responsável pelo estado de barriga proeminente).

A cirurgia dura em média 3 horas e meia e o tempo de permanência no hospital é o mesmo da cirurgia convencional - normalmente 24 horas. O pós-cirúrgico é muito mais tranqüilo pois se tem a segurança de que a irrigação sangüínea foi preservada e que, devido ao pouco descolamento da pele (o que na técnica convencional é realizado numa área que vai do púbis até as últimas costelas), o paciente não apresenta seroma nem hematoma. Após 15 dias da cirurgia, o paciente já pode voltar às atividades normais, com limitações.

 

TÉCNICA CONVENCIONAL DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL

Melhora do contorno após 90 a 120 dias da primeira cirurgia com a realização de lipoaspiração

Melhora imediata do contorno abdominal

Duas cirurgias

Apenas um ato cirúrgico

Pós-operatório com possibilidade de algumas complicações

Pós-operatório com poucas complicações

Volta às atividades normais em 30 dias

Volta às atividades normais em 15 dias

Permanência hospitalar: 24 horas em média

Permanência hospitalar: 24 horas em média

 

 
         
 
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