O serviço de Medicina Nuclear do Hospital Português foi reinaugurado em 1996, ganhando a Gamma Câmara Diacam, equipamento voltado para realização de diagnósticos e para alguns tratamentos. Atendendo a clientes externos e internos, o serviço funciona no andar térreo e registra uma média mensal de 300 exames por mês. Na Bahia, o Serviço teve importante papel na disseminação dessa tecnologia em ambientes hospitalares e estimulou a formação de mão-de-obra especializada. Extremamente promissora, a Medicina Nuclear - especialidade que chegou ao Brasil na década de 70 e, na Bahia, na década de 80 - atende a, praticamente, todas as áreas médicas realizando, principalmente, exames de cintilografia. Atualmente, as maiores demandas do serviço do HP estão nas áreas de cardiologia - permitindo diagnósticos como a detecção das obstruções importantes dos vasos do coração, avaliação do funcionamento ventricular (eficácia do coração enquanto bomba) e estudos de viabilidade miocárdica - e oncologia, auxiliando no direcionamento do tratamento radioterápico e no diagnóstico das metástases ósseas. Para Dr. Rógerio Luis Porto de Paula, Médico Nuclear que divide a coordenação do serviço com o Cardiologista Nuclear Mário Rocha, nos próximos anos a Medicina Nuclear ainda irá desenvolver muito a sua utilização na oncologia. Dentro do esforço para esta especialidade, está em fase de implantação o uso do Samário 153, medicamento empregado para o tratamento da dor da metástase óssea.
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