Há alguns meses, o fato ocorrido com o jogador camaronês Marc-Vivien Foe chamou a atenção do mundo - jovem, atleta, aparentemente saudável e vítima de uma morte súbita (morte inesperada, de causa cardíaca, dentro de uma hora após o início dos sintomas). Apesar de ser considerado um importante problema de saúde pública, a morte súbita por parada cardíaca ainda não é vista pela população dessa maneira. Para se ter uma idéia, no mundo, a morte súbita cardíaca mata mais do que acidentes automobilísticos, armas de fogo e doenças como AIDS, câncer de próstata e de mama juntos.
O evento, que reuniu profissionais da área de saúde, estudantes, professores de educação física e a comunidade no Auditório Adélia Carvalho, no Centro Médico, abordou o problema que acomete, só nos Estados Unidos, cerca de 400 mil pessoas por ano. A maioria dessas vítimas são pessoas em sua idade mais produtiva. O principal mecanismo de morte é a taquicardia ventricular, responsável por 80% dos casos.
Além dos palestrantes locais, a Jornada contou com a participação do médico Martino Martinelli Filho, do Instituto do Coração (InCor), de São Paulo. Os médicos apresentaram aspectos como o impacto epidemiológico da morte súbita no Brasil e no mundo, fatores de risco, causas, condutas na parada cardíaca, além da prevenção da arritmia, tratamento das taquicardias ventriculares e o uso do Cardioversor Desfibrilador Implantável.
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