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"A imagem do Hospital Português é digna de crédito" / Agosto 2005
         
 
   
"A imagem do Hospital Português é digna de crédito" / Agosto 2005
 
 
Carta de agradecimento enviada pela Presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF), Luíza Câmara, ao Hospital Português. A autora é Bibliotecária diplomada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), escritora (com dois livros publicados), mãe de duas filhas e tem deficiência física, usando cadeira de rodas para a sua locomoção.
 
 

Salvador, 21 de junho de 2005.

Não obstante o panorama em que se encontra o Mercado de Trabalho atualmente no Brasil, a atividade laboral remunerada é o meio de sobrevivência, realização pessoal e ascensão social, indispensável ao ser humano. Você pode até achar que a vida das pessoas com deficiência, não tem nada a ver com a sua. Grande engano. Estima-se que 14,6% da população do nosso País, possui algum tipo de deficiência: mental, auditiva, física, visual e outras. Trata-se de uma considerável parte de nossa população, que deseja prover sua subsistência através do trabalho e contribuir para o desenvolvimento do nosso País. Destes, no entanto, apenas 5% tem oportunidade de trabalhar regularmente.

O preconceito e a desinformação tem obstruído a participação plena dessas pessoas na sociedade, comportamento que aumenta a exclusão. É fundamental mostrar ao mundo que existimos.

Muito tem se falado em atender as pessoas com deficiência, com ações capazes de resgatar os seus direitos plenos à cidadania: acesso à educação, saúde, esporte, lazer e locomoção. O combate ao preconceito e à discriminação, a ascensão ao Mercado de Trabalho, são objetivos sempre lembrados, discutidos, planejados, mas, muito pouco se tem realizado.

Os entraves encontrados no caminho das pessoas com deficiência, que buscam um lugar no Mercado de trabalho, já são conhecidos. Apesar da Lei "Lei de Contas" n° 8.213/91, as barreiras existem e devem ser combatidas. No momento como Presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos - ABADEF, me chamou a atenção o comportamento do Hospital Português, que abriu as portas para oferecer oportunidade real, chegando até nós com uma postura digna, respeitosa e sem restrições.

Ofereceu vagas no Mercado de Trabalho para pessoas com deficiência, que não conseguiram concluir sequer os níveis primário e secundário da educação básica, ou ainda não conseguiram uma oportunidade, para fazer um Curso Profissionalizante. O Hospital Português, abriu um diálogo, com a finalidade de apresentar às pessoas com deficiência a imagem real daquela casa, ou seja: dando oportunidade de trabalho para pessoas com deficiência, ávidas por contribuir, o Hospital Português, demostrou que está empenhado na decisão de construir uma sociedade mais digna, mais igualitária em Direitos Humanos e Deveres, e cioso dos princípios fundamentais da cidadania.

Este é o comportamento, que a sociedade em geral deve se espelhar, e se informar para definir ações concretas, que objetivem valorizar a  capacidade das pessoas com deficiência, descartando o paternalismo e a demagogia. Só para finalizar, é bom refletir: "Nenhum País é suficientemente rico para desprezar a mão de obra das pessoas com deficiência".

Por isso, eu afirmo:

A imagem real do Hospital Português é digna de crédito. Este não é um sonho impossível, é isso que queremos!


Programa incentiva contratação

O Hospital Português está desenvolvendo um Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. Atualmente, a Instituição possui funcionários portadores de deficiência trabalhando em vários setores e a previsão é que sejam realizadas novas contratações, à medida que surjam novas vagas.

Uma das iniciativas do Programa foi a realização, em 29 de março deste ano, do Seminário Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, evento realizado com o objetivo esclarecer falsas crenças, como a de que a inclusão de deficientes é um favor, obra de caridade ou que o trabalho possa impactar negativamente na produtividade. Na ocasião, a presidente da ABADEF, Luíza Câmara, falou aos participantes sobre a importância da contratação desses profissionais.

O Seminário contou com a participação de instituições de apoio à Pessoa Portadora de Deficiência, entre elas o CAPAZ (Centro de Adaptação Profissional de A a Z), a APADA (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos), a ABC (Associação Baiana de Cegos), a ABADEF (Associação Baiana de Deficientes Físicos) e a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

De acordo com a lei 8.213/91 toda empresa está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas para as atividades que irão exercer.

 


 

 
         
 
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