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Distúrbios do sono influenciam na qualidade de vida
         
 
   
Distúrbios do sono influenciam na qualidade de vida
09/03/2003
 
 
Novos fatores da vida cotidiana têm evidenciado, no meio médico, a importância de cuidar-se do ato de dormir, um dos processos fundamentais para o descanso e a reabilitação do organismo humano.
 
 

A compreensão moderna sobre os principais pilares para a qualidade de vida inclui, hoje, além dos cuidados com a alimentação e prática de atividades físicas, a preocupação com o período em que estamos adormecidos. Se a pessoa não dorme ou se seu sono não tem qualidade, terá problemas sempre. Uma das mais imediatas conseqüências é a queda do rendimento no dia seguinte.

Diversos fatores relacionados com a vida moderna têm incentivado a importância dada ao ato do descanso do corpo e da mente. Novos hábitos ligados à urbanização, competitividade e, mais recentemente, em função das novas tecnologias, notadamente os computadores, têm aumentado as  dificuldades das pessoas em desfrutarem de uma boa noite de sono.

Sintomas e conseqüências

  • cansaço;
  • concentração e memória em declínio;
  • sonolência;
  • irritabilidade.

Se acontecer de forma crônica (dias, semanas ou meses), o organismo vai reagir e sofrer as conseqüências.

A sonolência provoca desde bocejos em uma reunião até efeitos mais graves e preocupantes em quem dirige um veículo (carro, ônibus ou caminhão) ou opera uma máquina, como acidentes. Ela é a principal causa de morte no trânsito depois do álcool.

Confira as estatísticas (Estados Unidos e Canadá):

  • 50% do total de acidentes com carro ocorrem à noite
  • 42% a 49% dos acidentes com veículos ocorrem por causa da sonolência
  • dos casos em que o motorista adormece ao volante, 87% são fatais
  • O custo econômico da sonolência relacionada aos acidentes em estradas é de US$ 43 bilhões a US$ 56 bilhões

Sono e álcool podem estar juntos na soma de fatores para um grave acidente.

 

Principais distúrbios

Hoje, existem cerca de 84 doenças catalogadas, relacionadas como distúrbios de sono. Uma das mais comuns e conhecidos é a insônia, que atinge cerca de 40% da população. Porém, as mais preocupantes são os distúrbios respiratórios do sono, como a apnéia, que atingem 10% da população, predominantemente a masculina.

A apnéia ou Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono é a pausa da respiração por dez ou mais segundos, com 30 ou mais episódios em oito horas de sono. O ronco - tido como uma característica engraçada em alguns casos, ou irritante em outros - é um sinal de que a pessoa não está respirando direito. E a má oxigenação durante este período do sono sobrecarrega o coração e o cérebro, resultando na sonolência diurna. A apnéia e o ronco pesado são sintomas da doença, que pode até levar ao enfarto.

A doença pode aparecer em crianças, relacionando-se a amigdalites e adenóides hipertrofiados, casos em que há indicação cirúrgica. Porém é mais comum no adulto, cuja investigação requer um Laboratório do Sono para diagnosticar e estabelecer a melhor conduta terapêutica. Na maioria dos casos, o tratamento não é cirúrgico e, em situações simples, perder peso e utilizar suporte ventilatório durante o sono pode resolver. Habitualmente, o perfil do homem apnéico é obeso, com pescoço curto e “papada”.

Números do Laboratório do Sono do HP:

  • Nos últimos cinco anos, foram avaliados 3,2 mil pacientes com queixas relacionadas ao ato de dormir.
  • Deste total,
    • 48% apresentaram apnéia;
    • 23% insônia;
    • 16% outros diagnósticos;
    • 13% apresentaram condições normais.


 
         
 
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