A compreensão moderna sobre os principais pilares para a qualidade de vida inclui, hoje, além dos cuidados com a alimentação e prática de atividades físicas, a preocupação com o período em que estamos adormecidos. Se a pessoa não dorme ou se seu sono não tem qualidade, terá problemas sempre. Uma das mais imediatas conseqüências é a queda do rendimento no dia seguinte.
Diversos fatores relacionados com a vida moderna têm incentivado a importância dada ao ato do descanso do corpo e da mente. Novos hábitos ligados à urbanização, competitividade e, mais recentemente, em função das novas tecnologias, notadamente os computadores, têm aumentado as dificuldades das pessoas em desfrutarem de uma boa noite de sono.
Sintomas e conseqüências
- cansaço;
- concentração e memória em declínio;
- sonolência;
- irritabilidade.
Se acontecer de forma crônica (dias, semanas ou meses), o organismo vai reagir e sofrer as conseqüências.
A sonolência provoca desde bocejos em uma reunião até efeitos mais graves e preocupantes em quem dirige um veículo (carro, ônibus ou caminhão) ou opera uma máquina, como acidentes. Ela é a principal causa de morte no trânsito depois do álcool.
Confira as estatísticas (Estados Unidos e Canadá):
- 50% do total de acidentes com carro ocorrem à noite
- 42% a 49% dos acidentes com veículos ocorrem por causa da sonolência
- dos casos em que o motorista adormece ao volante, 87% são fatais
- O custo econômico da sonolência relacionada aos acidentes em estradas é de US$ 43 bilhões a US$ 56 bilhões
Sono e álcool podem estar juntos na soma de fatores para um grave acidente.
Principais distúrbios
Hoje, existem cerca de 84 doenças catalogadas, relacionadas como distúrbios de sono. Uma das mais comuns e conhecidos é a insônia, que atinge cerca de 40% da população. Porém, as mais preocupantes são os distúrbios respiratórios do sono, como a apnéia, que atingem 10% da população, predominantemente a masculina.
A apnéia ou Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono é a pausa da respiração por dez ou mais segundos, com 30 ou mais episódios em oito horas de sono. O ronco - tido como uma característica engraçada em alguns casos, ou irritante em outros - é um sinal de que a pessoa não está respirando direito. E a má oxigenação durante este período do sono sobrecarrega o coração e o cérebro, resultando na sonolência diurna. A apnéia e o ronco pesado são sintomas da doença, que pode até levar ao enfarto.
A doença pode aparecer em crianças, relacionando-se a amigdalites e adenóides hipertrofiados, casos em que há indicação cirúrgica. Porém é mais comum no adulto, cuja investigação requer um Laboratório do Sono para diagnosticar e estabelecer a melhor conduta terapêutica. Na maioria dos casos, o tratamento não é cirúrgico e, em situações simples, perder peso e utilizar suporte ventilatório durante o sono pode resolver. Habitualmente, o perfil do homem apnéico é obeso, com pescoço curto e “papada”.
Números do Laboratório do Sono do HP:
- Nos últimos cinco anos, foram avaliados 3,2 mil pacientes com queixas relacionadas ao ato de dormir.
- Deste total,
- 48% apresentaram apnéia;
- 23% insônia;
- 16% outros diagnósticos;
- 13% apresentaram condições normais.
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