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Assim, a aterosclerose (endurecimento das artérias) atinge não só os
vasos do coração como os de todo o corpo, inclusive do cérebro. Daí se
originam os acidentes vasculares ou derrames, como são comumente
conhecidos.
As degenerações celulares atingem o neurônio ou célula nervosa, dando
lugar a males como o de Alzheimer e o de Parkinson. Alguns sintomas, embora
também surjam em idades mais precoces, alcançam maior prevalência entre os
idosos, como os tremores.
As epilepsias podem também acometer a terceira idade, neste caso
decorrentes de lesões vasculares cerebrais. As neuropatias ou doenças dos
nervos periféricos também têm expressividade nesta faixa etária. Transtornos
da marcha, da visão, da audição e do equilíbrio contribuem para aumentar a
incidência de quedas no idoso.
Prevenção
A dieta pobre em gorduras, o fato de não fumar, o beber com moderação, os
exercícios físicos, as caminhadas, todas são maneiras de retardar o
endurecimento dos vasos e, consequentemente, de evitar o derrame. Quanto à
doença de Parkinson, não se conhece maneira de evitá-la, mas, uma vez
manifestada, pode ser tratada com medicamentos e com atividades físicas
várias, como dança e hidroginástica.
No caso da doença de Alzheimer, a estimulação das atividades cognitivas,
como a leitura, a solução de palavras cruzadas, a participação de grupos de
terceira idade são formas de retardar as perdas. O tratamento da doença de
Alzheimer tem ganho recentemente novos recursos sob forma de medicamentos
como o donepezil, a galantamina, a memantina e a rivastigmina.
No particular do cuidado aos idosos, deve receber especial atenção e
destaque a figura do cuidador, que convive dia a dia com a pessoa afetada
por esses males e que conhece de maneira detalhada o comportamento do seu
paciente.
*Dr. Alfredo Rizzo é neurologista do Centro Médico Hospital
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