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Simpósio de Transplantes e Doação de Órgãos e Tecidos — Hospital Português da Bahia

2 de novembro de 2004

Simpósio de Transplantes e Doação de Órgãos e Tecidos

02 November 2004

Simpósio de Transplantes e Doação de Órgãos e TecidosAbertos aos profissionais de saúde, estudantes e à comunidade em geral, os eventos contaram com a presença de especialistas e pacientes transplantados e aconteceram no Auditório Adélia Carvalho (Centro Médico Hospital Português). A programação incluiu palestras, mesa redonda e apresentação de pôsteres.

Cerca de 140 pessoas, entre profissionais de saúde, candidatos a transplante e pessoas da comunidade acompanharam toda a programação, aberta às 14h com a palestra “O papel multidisciplinar dos programas de Transplantes”, ministrada pela enfermeira Maria Auxiliadora Evangelista, do Grupo de Interesse em Transplantes do Hospital Português.

Em seguida, os médicos Margarida Dutra, Ronald Pallotta e Jorge Bastos, responsáveis pelos Programas de Transplante Renal, de Medula Óssea e Hepático, respectivamente, e a médica Alessandra Chaves, que realiza transplantes de córnea, falaram sobre “Atualidade e Perspectivas dos Programas de Transplantes no Hospital Português”. Na palestra, os profissionais esclareceram como são realizados os procedimentos, doenças que levam à necessidade de transplante, resultados dos Programas e esclareceram as dúvidas dos participantes.

Baixo índice de doações

Jorge Bastos, que também atua como coordenador da Central de Transplantes de Órgãos do Estado da Bahia, falou sobre “Doação de Órgãos e Tecidos: panorama nacional e local”. Ele abordou a questão da fila de espera na Bahia, que hoje conta com mais de 1900 pessoas. De acordo com o médico, a Bahia tem um dos piores índices de doação de órgãos do país. Para se ter um idéia, em 2003, foram realizadas apenas 0,9 doações por milhão de habitantes, o que totalizou 143 transplantes.

Este ano, entre os meses de janeiro a setembro, a Bahia registrou 154 transplantes realizados e a estimativa é que, até o final do ano, os números ultrapassem os 200 casos. Para Dr. Jorge Bastos, grande parte deste baixo índice está relacionado à negativa das famílias, já que, em caso de morte encefálica, são os parentes  do paciente que autorizam a doação. Ainda segundo o médico, mais de 50% das famílias de potenciais doadores são contrárias à doação de órgãos quando notificadas da morte cerebral de um paciente.

O evento foi encerrado com a participação dos pacientes Vera Sampaio (Transplantada de fígado) e Salomão Sibalde Neto (transplantado de medula óssea), Bernardino Leal de Quadros    (Transplantado de rim) e  Elisângela da Silva  (transplantada de córnea)  que deram depoimentos sobre a inserção no mercado de trabalho após o transplante abordando questões como preconceito, capacidade produtiva pós-transplante, qualidade de vida e elevação da auto-estima. 

Fila de espera  na Bahia
(Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia em 30 de junho de 2004)

Córneas

553

Rins 1180
Medula Óssea 76
Fígado 141
Total Geral 1950