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Cuidado especial com as articulações — Hospital Português da Bahia

27 de julho de 2005

Cuidado especial com as articulações

27 July 2005

Ela acomete aproximadamente 15% da população mundial, sendo que 60% da sua incidência acontece na faixa etária de 55 a 65 anos.

Os dados epidemiológicos demonstram que a prevalência desta doença aumenta com a idade e, como a população idosa mundial vem aumentando progressivamente nos últimos anos, a previsão da comunidade médica é que, num futuro próximo, a osteoartrite deverá se constituir num grave problema de saúde pública.

Em termos mundiais o nome osteoartrite é o mais aceito. Todavia, no Brasil, a denominação enfrenta uma certa resistência, pois, tradicionalmente, a doença sempre foi designada de osteoartrose ou, simplesmente, “artrose”, tendo como base a degeneração e o desgaste da cartilagem, ou seja, a conseqüência da doença. No entanto, nos últimos anos, as evidências da participação importante de inflamação, no sentido mais abrangente do termo, vem aumentando cada vez mais na evolução da osteoartrite.

Fatores de risco

Doença resultante de um desequilíbrio entre a formação e a destruição da cartilagem, com participação ativa do osso subjacente e da cápsula sinovial, a osteoartrite é uma doença crônica, multifatorial, caracterizada por uma lenta e progressiva degradação da cartilagem articular, resultando no aparecimento de deformidade, podendo evoluir para perda total da mobilidade articular, levando à perda da mobilidade e, consequentemente, à incapacidade de movimentos.

Os joelhos e os quadris, articulações consideradas “de carga”, são as mais acometidas. Os fatores de risco associados são herança genética, obesidade, fatores hormonais, hipermotilidade, fatores anatômicos, traumáticos e ocupacionais e, também, a osteoporose.  Os sintomas são, principalmente, dor e limitação de movimentos. Por ser uma doença crônica, o diagnóstico precoce e a eficácia do tratamento podem diminuir a intensidade da dor do paciente, reduzir a velocidade de progressão do processo, retardando assim a evolução da doença. 

Para melhores resultados no tratamento, a preparação psicológica e a orientação do paciente e de seus familiares, conjuntamente com uma programação individualizada de exercícios físicos, são de grande valia. Os medicamentos usados no tratamento são os mais variados: analgésicos, antiinflamatórios não hormonais, corticosteróides intra-articulares, viscossuplementação articular, drogas de ação tópica, condroprotetores e antiartrósicos sintomáticos de ação lenta, destacando-se, neste último grupo, os insaponificáveis da soja e do abacate, sulfato de glicosamina e sulfato de condroitina.

Colaborou Dra. Mônica Martinelli, Reumatologista do Centro Médico Hospital Português.