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Alimentação equilibrada, coração sadio — Hospital Português da Bahia

10 de novembro de 2006

Alimentação equilibrada, coração sadio

10 November 2006

Alimentação equilibrada, coração sadioNos últimos vinte anos, com evoluções e mudanças sociais, a exemplo da afirmação da mulher no mercado de trabalho, muitos hábitos foram modificados. Um deles é a alimentação. A rotina de atividades está cada vez mais atribulada e com isso, a praticidade se tornou essencial, inclusive na hora de comer. A indústria alimentícia rapidamente passou a acompanhar essa nova fase e a atender a necessidade das pessoas.

Lasanhas, sanduíches, peixes e até saladas pré-prontas agilizam o curto momento da refeição e, além de matar a fome, acrescentam ao indivíduo uma excessiva quantidade de gorduras trans (gordura modificada com acréscimo de hidrogênio) e conservantes. O resultado não poderia ser outro senão o surgimento de doenças, principalmente as coronarianas.

Casos de infarto podem atingir pessoas não fumantes, mas que são sedentárias e têm uma dieta alimentar inadequada com o predomínio de comidas gordurosas. O susto e a preocupação surgem ao fazerem exames de rotina, como  o do nível de colesterol, e perceberem que superam o limite desejável. Em situações como essa, a solução é controlar os índices através da alimentação.

A nutricionista Gildete Fernandes explica que a gordura não é uma vilã, mas deve ser consumida com cuidado. “A gordura faz parte de 30% da alimentação diária. O colesterol pode estar presente nas refeições em até 300  miligramas/dia, mas é recomendável que se coma alimentos em preparações grelhadas, cozidas ou assadas, com menos calorias e gorduras”, alerta.

A alimentação do baiano, em especial, potencializa o risco de doenças que afetam o coração, já que é carregada em gordura saturada (encontrada nos tecidos adiposos dos animais e em vários óleos vegetais), o que aumenta o colesterol. “Não tem coração que resista à quantidade de gordura que o baiano come”, já que é muito comum a ingestão de preparações com azeite de dendê e leite de coco. Por isso Gildete salienta a importância das fibras na alimentação: “Tanto as solúveis, que controlam a glicose e o colesterol sangüíneo, quanto as insolúveis, que melhoram o ritmo intestinal, as fibras são importantíssimas. Todo mundo já deve ter ouvido falar que saudável é um prato colorido, com vários tipos de vegetais, hortaliças e grãos”.

Outro auxílio à prevenção de doenças do coração é o ômega 3. Presente em peixes como sardinha, atum e cavala, estimula a produção de ácidos como o DHA e o EPA que funcionam como um fator de proteção do coração, evitando a formação de trombos na corrente sangüínea e diminuindo o risco de infarto. “Está presente também na semente de linhaça, que levemente picada e misturada à comida colabora com a saúde do coração”, reforça a nutricionista.

O que ainda dificulta a escolha do alimento certo, são os rótulos dos alimentos. “Até para nós profissionais é difícil decifrar algumas substâncias presentes nos alimentos, imagine para os consumidores leigos”, esclarece Gildete. No entanto, é importante manter-se  informado a respeito dos alimentos mais saudáveis, moderar a ingestão de alimentos calóricos e não deixar de fazer atividades físicas, para melhor o controle do peso corporal.