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O que você precisa saber sobre as viroses — Hospital Português da Bahia

4 de junho de 2007

O que você precisa saber sobre as viroses

04 June 2007

O que você precisa saber sobre as virosesAs mudanças climáticas, sejam quedas ou elevações de temperatura, podem levar às síndromes virais, que provocam sintomas como febre, dor de cabeça, indisposição e tosse. Oficialmente, o Inverno começa dia 21 de junho no Hemisfério Sul, mas a cidade de Salvador já vivencia os inconvenientes de
um aumento nos casos de viroses: infecções causadas por vírus.

O frio tende a agrupar pessoas em ambientes fechados, o que é um fator
disseminador de viroses. O quatro em geral é de uma virose inespecífica, que não tem predileção por sistema ou aparelho. Causa febre, dor no corpo, dor de cabeça, náusea, indisposição, diarréia, tosse, falta de apetite, dentre outros. Esses sintomas são gerais, qualquer virose pode causar. Na Emergência do Hospital Português, em torno de 25% dos pacientes têm apresentado quadros de viroses.

As alterações climáticas favorecem as infecções, porque contribuem para fragilizar o sistema imunológico. As viroses não são iguais. Existe uma série
de doenças provocadas por vírus e que compartilham características. Mas, clinicamente, não é possível distinguir qual é o tipo de vírus, porque os sintomas são muito parecidos. As viroses mais comuns são causadas por adenovírus, que provocam conjuntivite, resfriados e problemas respiratórios em geral, e por enterovírus, responsáveis por problemas intestinais. A gripe é provocada pelo vírus influenza, geralmente causando febre alta, dor de garganta, tosse, malestar, dores no corpo e na cabeça. O resfriado comum, na maioria das vezes, é uma virose, que repete com menor intensidade os sintomas da gripe.

Do ponto de vista prático, na maioria das vezes as viroses são benignas. Desaparecem no período de 48 a 72 horas. O problema é que predispõem o organismo a infecções causadas por bactérias, por exemplo; essas, sim, podem trazer sérios prejuízos. Cerca de 60% das pneumonias causadas por bactérias decorrem de uma gripe ou de outras viroses respiratórias. Outras infecções observadas devido a esse mecanismo são sinusite, amidalite, otite, pneumonia e traqueíte. Ou seja, o indivíduo tem uma infecção viral, o organismo tem uma pré-disposição temporária a uma nova infecção, dessa vez bacteriana, uma bactéria oportunista se aproveita disso e causa uma nova infecção. Isso é mais marcante em crianças e idosos.

Nos casos de infecções causadas por vírus, deve-se procurar um médico, utilizar os remédios recomendados e ficar alerta em relação ao aparecimento das doenças bacterianas. O repouso é essencial para o enfermo, que não deve freqüentar ambientes públicos, para evitar o contágio.

Hábitos Saudáveis previnem viroses

Não há como assegurar prevenção ou cura de viroses no contexto de uma endemia, quando elas estão disseminadas. No Inverno, é difícil fugir do frio e das aglomerações. Por isso, nem mesmo algumas vacinas virais, como a da gripe, apesar de terem eficácia comprovada, conseguem eliminar totalmente
o risco das doenças.

Nos momentos em que há muitos casos de virose, numa comunidade, não adquirir a doença depende, principalmente, do estado imunológico do indivíduo e de como está a sua saúde. Ter alimentação balanceada, bons hábitos de higiene, praticar exercícios e levar uma vida saudável é a melhor forma de evitar as viroses. Não é uma garantia, mas deixa o corpo menos propenso a infecções.

Quem está com um quadro de virose deve ficar alerta para doenças que podem segui-la. Com uma infecção viral, o organismo adquire uma prédisposição temporária a uma nova infecção. Por isso, os pacientes devem retornar ao médico, se os sintomas persistirem, ou piorarem, após dias de repouso
e de uso correto de medicação.

Tipos mais comuns

As viroses, do ponto de vista sintomatológico, podem ser respiratórias,
como a gripe; gastro-intestinais, como o rota-vírus; específicas, como a hepatite, ou inespecíficas, como a atual. As viroses inespecíficas não têm predileção por sistema ou aparelho. Elas podem provocar vários tipos de sintomas. O grande problema de qualquer virose é o fato de predisporem o organismo a outras afecções. A gripe precede 60% das pneumonias causadas por bactérias.

O próprio vírus também pode causar complicações graves. Existe meningite por vírus, encefalite por vírus, pneumonia por vírus, muitas enfermidades delicadas. Contudo, na maioria das vezes, as complicações acontecem segundo a seguinte seqüência: virose, enfraquecimento do organismo, infecção bacteriana. Então, o cuidado maior é a vigilância.

As viroses podem ser adquiridas por vetor, como é o caso da dengue, que é transmitida por mosquito; por via respiratória, através do contato com ambientes onde existem pessoas contaminadas; por transmissão oral ou fecal – quando existe consumo de alimentos infectados por fezes.

Cuidados Especiais com crianças e idosos

Em crianças e idosos o sistema imunológico é mais vulnerável, por isso, deve-se monitorar de perto alterações que possam sugerir complicações, como febres e diarréias. É importante que a criança esteja em dia com a carteira de vacinação e que todas as pessoas, principalmente as idosas, vacinemse contra o Influenza, o vírus da gripe.

Os sintomas das viroses são os mesmos em qualquer idade. O cuidado maior com os idosos e com as crianças é no sentido de prevenir ou tratar mais rapidamente os problemas decorrentes, como infecções bacterianas superpostas à infecção viral.

Em crianças, deve-se evitar a febre muito elevada ou persistente, em função do risco de se instalar a convulsão febril. Quanto maior a febre, maior o risco, contudo, as crianças mais sensíveis podem ter convulsão, sem febres muito altas. Um banho morno, apesar de desconfortável, pode ajudar a baixar
a temperatura de forma imediata. Caso ocorra a convulsão, deve-se amparar
a criança; acomodá-la de um jeito que ela não se machuque; tentar evitar que morda a língua e pôr a cabeça de lado, para eliminar o excesso de saliva
e evitar asfixia. Procurar um pronto-socorro imediatamente.

Alguns vírus provocam diarréias, que podem ser fatais em organismos mais jovens ou mais velhos. Alimentos como goiaba e maçã amenizam a situação; outros, como mamão, leite e suco de laranja podem piorála. Em caso de desidratação, se o doente não estiver conseguindo ingerir líquidos, pode ser
ministrado o soro caseiro ou a água de coco; ambos têm a mesma eficácia.

Crianças e idosos devem ser tratados com os medicamentos adequados e se alimentar bem, quando acometidos pelas viroses. Se não houver melhora em 48 horas, é necessário ir ao médico e fazer exames para detectar possíveis infecções.

Eliminar focos do mosquito para evitar a dengue

As notícias sobre o aumento dos casos de dengue em várias cidades brasileiras voltaram a aparecer nos telejornais, nesta temporada de Outono-Inverno. A dengue é uma das doenças mais comuns nos países tropicais, onde o clima favorece o desenvolvimento e a reprodução do mosquito que a transmite, o Aedes Aegypti. A picada do Aedes é a única forma de transmissão do vírus.

A dengue é perigosa e pode causar a morte. Seus sintomas são inespecíficos:
cefaléia, febre alta, náuseas, falta de apetite, manchas na pele e, em casos extremos, sangramento de gengivas e nariz e hemorragias internas. Devido à forte dor generalizada, é conhecida, em alguns lugares, como “doença quebra-ossos”.

Se esses sintomas se manifestarem, é importante procurar um médico e não se automedicar. Determinados remédios podem ser fatais e provocar
as temidas hemorragias; o doente deve hidratar-se e manter-se em repouso.

Algumas medidas podem ser tomadas, a fim de prevenir a enfermidade. O ambiente deve ser verificado, para eliminar possíveis focos do mosquito, que põe ovos em locais com água parada; pneus, vasos de plantas e qualquer depósito de água podem ser arriscados. Em locais epidêmicos, um repelente de insetos pode ser necessário.