Vidas transformadas
por transplantes
1.284
Notícias Fique por dentro das novidades

Sem pedras nos rins, e sem cicatriz — Hospital Português da Bahia

20 de maio de 2013

Sem pedras nos rins, e sem cicatriz

20 May 2013

Cerca de 8% das mulheres e 15% dos homens devem apresentar cálculo renal em algum momento da vida, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Para a maioria desse público, a eliminação da pedra dos rins vai ocorrer de forma espontânea e somente cerca de 10% a 20% dos casos devem requerer tratamento específico para a extração. A escolha do método mais adequado é determinada pela localização da pedra, pelo seu tamanho e ainda pelo quadro clínico do paciente. Uma das técnicas menos invasivas de tratamento é a Litotripsia Extracorpórea. Para fragmentar o cálculo renal este método não cirúrgico emprega equipamentos modernos, que podem utilizar como fonte de energia o laser, ondas de choque eletromagnéticas ou eletrohidráulicas. Por oferecer baixa complexidade e alta eficácia é considerado uma das melhores formas de tratamento do cálculo urinário. “Normalmente, a terapia não requer internamento hospitalar, apresenta baixo índice de complicações e alcança sucesso em aproximadamente 80% dos casos, quando corretamente indicada e aplicada por uma equipe experiente”, informa o médico líder dos Serviços de Litotripsia e Urologia do Hospital Português, Dr. Maurício Fucs.  
O especialista explica que, de um modo geral, a técnica é mais indicada para tratar cálculos de baixa densidade revelada pela tomografia computadorizada, cujos tamanhos variam entre 0,5 e 2,0 centímetros, e que estão localizados no rim ou no ureter (canal que leva a urina do rim à bexiga). Isto porque quando os cristais são mais moles e menores, o tratamento consegue fragmentá-los mais facilmente, permitindo que atinjam tamanho suficientemente pequeno para serem eliminados naturalmente, pela urina. Adultos e crianças podem realizar o procedimento, quando bem avaliados por um especialista. “Existem algumas contraindicações como coagulopatias, gravidez, hipertensão arterial sistêmica não controlada e infecção urinária não tratada. Pacientes que utilizam marcapasso devem passar por uma avaliação cardiológica prévia, e requerem cuidados específicos. Já os portadores de obesidade podem esbarrar nas limitações técnicas do aparelho”, observa.  
Acompanhando a evolução da técnica nas últimas décadas, o Serviço de Litotripsia do HP disponibiliza o moderno aparelho alemão Dornier Compact Sigma para o tratamento de pacientes de convênios, do SUS e particulares. A tecnologia de última geração possui alta performance na emissão de ondas eletromagnéticas para quebra da pedra renal. As ondas mecânicas são emitidas por uma fonte de energia à distância, que se propaga em meio líquido, atingindo o cálculo. Durante a terapia, o paciente permanece sedado (para evitar movimentação ou desconforto) e deitado em uma mesa acoplada ao equipamento. Através de monitores, o médico visualiza as imagens geradas por ultrassonografia ou radioscopia, localiza a pedra e ativa a emissão de ondas de choque eletromagnéticas na área de foco. De acordo com a condição do paciente, podem ser necessárias mais de uma sessão terapêutica para a quebra do cálculo. “O procedimento demora em média 45 minutos e, normalmente, é realizado com sedação do paciente, o que o torna indolor”.
Nos primeiros dias depois de concluído o tratamento, o urologista informa que é muito comum a presença de pequena quantidade de sangue na urina (hematúria) e, embora sejam raras, podem ocorrer complicações como hematoma perirrenal (presença de sangue no exterior do rim) e hematúria importante. O acompanhamento após a terapia avalia essas reações e decorridas cerca de duas semanas devem ser repetidos os exames de imagem, para constatar se o cálculo foi expelido na urina ou se não houve fragmentação. Nesse caso, o procedimento deve ser repetido. “Depois do tratamento o paciente deve permanecer bem hidratado. Caso sinta dor lombar importante, dificuldade para urinar ou febre, deve procurar o seu médico”, orienta.
Fatores de risco 
O cálculo renal é causado por um defeito metabólico que leva à produção de cristais nos rins. Na maior parte dos casos, o problema não apresenta qualquer sintoma. As chances de incidência são maiores em pessoas que já tiveram a disfunção. Vários fatores de risco favorecem o seu surgimento: propensão genética, aumento rápido de peso, obesidade, hipertensão, gota, diabetes, sedentarismo e, sobretudo, baixa ingestão de água associada ao consumo elevado de alimentos ricos em cálcio e ácido úrico. De acordo com a SBU a composição da urina está diretamente ligada aos hábitos alimentares. Assim, a prevenção do cálculo renal requer adoção de uma dieta saudável, ingestão diária de 2 a 3 litros de água, além de prática regular de atividade física.
Hospital Português
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.