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Tecnologia imprime segurança e dinamismo ao processo de alta hospitalar — Hospital Português da Bahia

3 de abril de 2014

Tecnologia imprime segurança e dinamismo ao processo de alta hospitalar

03 April 2014

A Gerência Técnica do Hospital Português desenvolveu junto à equipe de TI uma ferramenta que permite acompanhar todo o processo de desospitalização dos pacientes indicados para receber assistência em domicílio (home care). Essa estratégia inovadora propicia o rastreamento de todo o fluxo de desospitalização, incluindo o controle dos tempos de cada etapa do processo, desde a solicitação médica até o momento da saída do paciente do ambiente hospitalar. Além da análise global dos dados, o recurso possibilita identificar as oportunidades de melhoria, acompanhar individualmente os casos e construir um ranking entre as operadoras de saúde, dando informações atualizadas aos colaboradores envolvidos. “Estamos trabalhando para favorecer a desospitalização segura de nossos pacientes, dinamizando o processo de alta e alocando recursos de forma eficiente, dentro do princípio moderno de responsabilidade social e sustentabilidade”, afirma a médica assistente da Gerência Técnica e líder do projeto, Dra. Maíra Dantas.  

 

A médica explica que garantir a continuidade da assistência após a alta faz parte da visão integral de linha de cuidado preconizada pelas políticas de gestão em qualidade e segurança hospitalar. Além disso, ela diz que uma política responsável de desospitalização pode colaborar com a gestão de leitos, de maneira a atender as inúmeras solicitações de vagas correspondentes à crescente demanda social. Nesse sentido, a existência de protocolos gerenciados, diretrizes, fluxogramas e outras rotinas assistenciais tornam possível o estabelecimento de um planejamento consistente da internação por parte do médico assistente. Atualmente, recomenda-se adotar esse plano terapêutico para cada cliente internado, desde o momento da sua admissão – a despeito das respostas biológicas de cada um e do registro de intercorrências. O plano terapêutico é finalizado com a programação de alta hospitalar e a orientação interdisciplinar adequada para a continuidade dos cuidados domiciliares.

 

Todo esse aparato aumenta a satisfação do paciente e de seus familiares que se sentem mais seguros no momento da alta, o que aprofunda os vínculos com a Instituição e minimiza as chances de reinternação precoce. O impacto da medida pôde ser percebido no Hospital Português já no primeiro mês de implantação, com a adesão consciente e ativa dos colaboradores médicos. O próximo passo da Instituição é promover campanhas de conscientização entre os familiares, buscando oportunizar a todos a compreensão dos conceitos relacionados ao tempo ideal de estadia hospitalar.

 

“Esse projeto só pôde ser desenvolvido graças ao esforço conjunto da equipe interdisciplinar de longa permanência e a presença constante do Serviço Social na intermediação dos processos junto aos familiares e suas operadoras”, destaca Dra. Maíra. A médica informa ainda que o HP pretende avançar com o projeto, tentando identificar precocemente os pacientes elegíveis através da busca ativa pela auditoria clínica e da aplicação de escores específicos, numa atitude ainda mais proativa de tratamento das consequências trazidas pela longa permanência.