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HP reincorpora Superintendência Médica — Hospital Português da Bahia

6 de Maio de 2014

HP reincorpora Superintendência Médica

06 May 2014

Especialista em medicina legal e perícias médicas, além de ocupante da cadeira número 6 da Academia Nacional de Medicina Legal, Dr. Vicente de Araújo dos Santos é o mais novo membro do corpo executivo do Hospital Português. Ele retorna à Instituição como superintendente médico, cargo que exerceu de 2003 a 2007, dando continuidade à sua trajetória de 11 anos no HP. Antes disso, ocupou posições de liderança na área da saúde como a de presidente da Cooperativa de Obstetras e Ginecologistas da Bahia, presidente do Consórcio de Serviços de Saúde – Consaúde (BA), presidente do Compais – Centro Operacional Médico de Pesquisa e Assistência Integrada para a Saúde, diretor do Programa de Investigação de Modelos de Prestação de Serviços de Saúde – Primops/Bahia, entre outros cargos de igual relevância. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, local onde atuou como docente nos cursos de graduação da Maternidade Climério de Oliveira e de mestrado em Medicina Comunitária, também possui especialização em ginecologia e obstetrícia, inclusive com atuação em saúde pública. É egresso da Universidad del Valle, Cali/Colômbia, e da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos. Nesta entrevista, ele traduz um pouco da experiência acumulada em 43 anos de atuação profissional ao falar sobre desafios, estratégias de gestão e expectativas com relação à Superintendência Médica do HP. 

1.    O senhor ocupou a Superintendência Médica do HP no passado, durante quatro anos. Traçando um paralelo com o momento atual, quais desafios espera encontrar na Instituição?

Revisitando aquela época, posso dizer que contribui com a modernização do Hospital Português. Tive o apoio das diferentes áreas da Instituição ao iniciar o processo de Acreditação Hospitalar, que culminou na conquista da certificação de Nível 1, que atesta a segurança da estrutura hospitalar. Liderei a implantação do prontuário eletrônico no Sistema Trak, ampliando a segurança do paciente e da assistência. Foram dois trabalhos desafiadores, mas sou uma pessoa que não teme desafios. Busco atuar de forma prudente, fiel à transparência e solidariedade. Hoje, o HP enfrenta um cenário idêntico ao das demais instituições de saúde brasileiras: escassez de recursos, desigualdade entre oferta e demanda por serviços, honorários médicos, diárias hospitalares defasadas, alto custo de exames e medicamentos (cujo valor é determinado pelos tomadores de serviços de saúde). É preciso adotar estratégias e políticas de gestão para lidar com essas questões. 

2.    E quais estratégias devem nortear a sua atuação frente a esses desafios?  

Inicialmente, difundir o entendimento geral de que o objetivo de um hospital é a qualidade na assistência ao paciente. Chamo de qualidade o maior nível de satisfação na prestação e na obtenção dos serviços. Essa conquista requer a atuação de todos os envolvidos no processo da assistência. “Saber fazer” essa integração é essencial, e eu considero que aprendi. Do mesmo modo, “fazer saber” pelo exemplo e pelos ensinamentos. E, para “fazer fazer” é preciso liderar por meio do exemplo, convencer de modo natural, porque quem é liderado precisa confiar no líder. 

Recentemente participei como moderador de um encontro da ANAHP sobre qualidade e ética. Dois conceitos que todos falam, mas que são pouco compreendidos. Por isso, eu propus duas definições: qualidade é o maior alcance da satisfação na prestação dos serviços de saúde, e ética é o maior alcance de honestidade e solidariedade. Essas devem ser as bases da assistência. Quando o paciente vem ao Hospital, ele está fragilizado. Cabe a nós, profissionais da saúde – digo todos, sem exceção, do porteiro até o médico – acolher esse paciente e seus acompanhantes da melhor forma.

3.   O que os pacientes e o corpo clínico devem esperar da Superintendência Médica?

A consolidação do cuidado técnico e humanizado, através de ações de promoção, de prevenção, de reparação e de reabilitação das normas técnicas e procedimentos implantados. A confirmação dos requisitos que levaram o Hospital a conquistar os três níveis de certificação de qualidade da ONA. A busca do certificado de Acreditação Internacional do HP. A ampliação da atenção dada ao corpo clínico (que é referência na Bahia), começando pela melhoria do acesso ao Hospital. Também estou imbuído em resgatar a relação com os associados, construída ao longo de muitos anos no período em que integrei o seu quadro de médicos.