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Atitudes saudáveis contra o câncer de mama — Hospital Português da Bahia

3 de outubro de 2014

Atitudes saudáveis contra o câncer de mama

03 October 2014

A alta incidência do câncer de mama entre mulheres do Brasil e do mundo tem motivado uma série de estudos focados na prevenção primária da patologia, isto é, na redução do risco de surgimento do tumor através da manutenção de hábitos saudáveis. As principais pesquisas nessa área têm relacionado a maior ou menor incidência do câncer de mama com fatores como obesidade, consumo de alimentos funcionais e níveis de vitamina D no organismo. Para o cirurgião oncológico e membro do Serviço de Mastologia do Hospital Português, Dr. César Augusto Machado, esses estudos embora ainda não conclusivos indicam a possibilidade de aumentar a proteção de mulheres não atingidas pelo segundo tipo de tumor mais frequente em todo o globo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com a simples adoção de hábitos saudáveis. “Apesar dos grandes avanços no diagnóstico e tratamento da doença, infelizmente muitas mulheres em nosso país encontram dificuldade no acesso a esses recursos. Investir em informação e prevenção é essencial”, diz o especialista, que participa da programação especial do Hospital Português no Outubro Rosa, dia 18/10/2014, com a palestra “Mitos e Verdades sobre o Câncer de Mama”, às 13h. Visando o diagnóstico precoce da patologia entre as participantes acima de 40 anos, a instituição vai distribuir 140 senhas na abertura da ação, às 7h30, para exame gratuito de mamografia na Unidade Móvel do Grupo Delfin, localizada no estacionamento externo do HP, na Av. Princesa Izabel (em frente à Maternidade Santamaria), numa parceria do HP com o Grupo Delfin.

Alimentos anticâncer

Segundo o Ministério da Saúde (MS), além das funções nutricionais básicas, os alimentos funcionais produzem efeitos benéficos à saúde sendo capazes de desempenhar um papel potencialmente positivo na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes. No Brasil e no mundo, diversas pesquisas investigam o papel desses alimentos na prevenção e controle do câncer de mama, observando os principais mecanismos de ação de seus compostos biologicamente ativos. No alvo dos estudos estão alimentos como linhaça (rica em lignina), soja (isoflavonas), peixes (ômega-3), cúrcuma ou gengibre amarelo (curcumina) e as fibras dietéticas (solúveis e insolúveis), aos quais têm sido atribuídas ações antioxidantes, angiogênicas, anti-inflamatórias e inibidoras da proliferação de células cancerígenas. “Esses alimentos potencializam a capacidade natural de defesa do organismo, auxiliando o corpo no combate de agentes carcinógenos, antes que provoquem sérios danos”, observa a chefe de Nutrição do Hospital Português, Gildete Fernandes. Seguir uma dieta balanceada contemplando o consumo diário de alimentos funcionais é essencial. Na hora da escolha, a dica da especialista é respeitar as necessidades individuais, a condição física e as preferências alimentares. Ela vai explicar mais sobre o assunto na palestra aberta ao público sobre “Alimentação funcional e prevenção do câncer”, que acontece dia 18, às 9h, no Hospital Português dentro das ações do Outubro Rosa.

Obesidade e câncer

A Organização Mundial de Saúde define obesidade como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura no tecido adiposo. Essa condição é um importante fator de risco para o aparecimento de diversos tipos de câncer, sendo uma das principais causas de câncer de mama na pós-menopausa. Nessa fase, mulheres obesas têm um risco 1,5 vezes maior de desenvolver a doença, em relação às mulheres com peso adequado. Um estudo recente realizado no Hospital St. James, na Irlanda, “Adiposidade visceral, resistência à insulina e risco de câncer”, traz evidências do papel da obesidade para a progressão do câncer, sobretudo quando acompanhada de excesso de gordura abdominal. Segundo a pesquisa, a maior circunferência no abdômen de mulheres obesas está relacionada ao desencadeamento de alterações sistêmicas importantes, como aumento dos níveis séricos de estradiol (hormônio sexual feminino) e alterações nos níveis de insulina – associada ao risco aumentado para malignidades como o câncer de mama. “A obesidade é cada vez mais prevalente na sociedade ocidental. Estudos recentes já apontam sobrepeso em mais de 50% da população brasileira. Isso sinaliza a necessidade de mudanças de comportamento, sobretudo, o abandono do sedentarismo e o seguimento de uma dieta nutritiva e menos gordurosa”, observa a nutricionista Gildete Fernandes. 

Vitamina D e saúde da mama 

Mais conhecida pela atuação no desenvolvimento ósseo e na defesa do organismo através do sistema imunológico, a Vitamina D foi tema de uma pesquisa norte-americana realizada na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que investigou as relações desse nutriente com o câncer de mama. Publicada em 2009 no respeitado Journal of Clinical Oncology (Jornal de Oncologia Clínica), a pesquisa avaliou 103 mulheres de diferentes etnias na pré-menopausa, durante o início do tratamento quimioterápico para câncer de mama e após um ano de suplementação de Vitamina D. Após análise do grupo, o estudo concluiu que a deficiência de Vitamina D está associada ao aumento do risco de câncer de mama, bem como à evolução do tamanho do tumor e ao maior risco de vida para as portadoras do problema. O estudo ainda relacionou entre os principais fatores para a deficiência de Vitamina D a idade avançada, a pigmentação da pele mais escura (já que a melanina atua como um filtro natural dos raios solares), a obesidade, o baixo consumo de alimentos ricos nesse nutriente e a pouca exposição ao sol. Apenas 20% de Vitamina D são obtidos pela alimentação – peixes (atum e salmão), fungos comestíveis (champignons), manteiga, leite, gema de ovo e fígado. Sua maior fonte é o próprio organismo – visto que a exposição solar é condição essencial para que o corpo humano produza a vitamina. “Bastam aproximadamente 10 minutos diários de exposição ao sol”, informa Dr. César Augusto Machado.

Serviço: Programação do HP no Outubro Rosa

MANHÃ

7h30 Distribuição de senha no auditório Adélia Carvalho, no mezanino do CMHP, para as primeiras 140 participantes realizarem mamografia gratuita na Unidade Móvel do Grupo Delfin, localizada no estacionamento externo do Hospital Português, na Av. Princesa Izabel (em frente a Maternidade Santamaria).

8h Formas de prevenção do câncer de mama – Dra. Luciana Landeiro, oncologista do HP

9h Alimentação funcional e prevenção do câncer – Gildete Fernandes, chefe de Nutrição do HP

10h Como lidar com o diagnóstico do câncer de mama – Michele Tapioca, psicóloga do HP

11h Aleitamento materno após a superação do câncer de mama – Dr. Leomar Lyrio, líder da Obstetrícia da Maternidade Santamaria

 TARDE 

13h Mitos e verdades sobre o câncer de mama – Dr. César Augusto Machado, mastologista do HP

14h Cuidados íntimos e risco de câncer – Janaína Arcanjo, enfermeira do HP

18h Posição dos organizadores sobre os exames