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Diabetes e doença cardiovascular — Hospital Português da Bahia

7 de novembro de 2014

Diabetes e doença cardiovascular

07 November 2014

As doenças cardiovasculares são algumas das complicações que a diabetes pode acarretar quando os níveis de glicose (açúcar) no sangue permanecem descontrolados por um tempo prolongado. O aumento anormal de açúcar na corrente sanguínea afeta as paredes arteriais aumentando as chances de endurecimento dos vasos e surgimento da aterosclerose (estreitamento dos vasos por placas de ateroma), que pode levar ao aparecimento de doença coronária, acidente vascular encefálico (AVE) e doença vascular periférica. Pesquisas apontam um risco até quatro vezes maior desses problemas nos portadores de diabetes. A médica líder do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Português, Dra. Maria Creusa Rolim informa como as pessoas com a disfunção podem minimizar a chance de desenvolver doenças cardiovasculares. “É preciso manter uma rotina de controle da diabetes, por meio de alimentação balanceada, atividade física regular e medicações, para conter a maior predisposição dessas pessoas”, alerta.

Embora ainda não exista uma cura definitiva para a diabetes, a especialista esclarece que há vários tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida dos seus portadores e aumentar a longevidade. Medicações que agem no controle do colesterol, por exemplo, impedem o aumento da quantidade de gordura no sangue e do colesterol ruim (LDL) – alterações que quase sempre contribuem para a incidência de problemas cardíacos e AVE. Já a alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e hortaliças, reduz a quantidade de radicais livres e libera substâncias antioxidantes que auxiliam no controle da doença. “Boa parte do que comemos é transformada em glicose para servir como fonte de energia. No diabético, a insulina (hormônio regulador do açúcar no sangue) é produzida em quantidade insuficiente ou não é bem utilizada pelo organismo gerando altas taxas de glicose. Ingerir o alimento correto no momento certo pode ser o grande ‘pulo do gato’ e diferenciador no tratamento do paciente”, explica.

Mudar o estilo de vida e seguir uma rotina de cuidados preventivos, favoráveis à manutenção da saúde, é a orientação para reduzir o risco de doença cardíaca ou AVE em portadores de diabetes. Isso inclui a prática regular de exercícios físicos. A modalidade mais adequada deve ser escolhida em conjunto com o seu médico. Ao se exercitar, o organismo desenvolve a capacidade de aperfeiçoar o uso da insulina, além de controlar o peso e a pressão arterial. Não fumar, não consumir bebidas alcoólicas de modo excessivo, evitar o estresse, dedicar tempo para as atividades de lazer e consultar um médico especialista regularmente são outras recomendações da endocrinologista. “Não adianta apenas usar as medicações prescritas. A diabetes solicita do indivíduo uma mudança na vida, um repensar sua postura com a comida, com o dia a dia e com a felicidade. Usar remédio ajuda bastante no controle da doença; entretanto, ele sozinho pode não ser suficiente ou,em longo prazo, não surtir o efeito desejado”, conclui.