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Carnaval com saúde — Hospital Português da Bahia

3 de fevereiro de 2015

Carnaval com saúde

03 February 2015

Em meados da década de 1950, os músicos Dodô e Osmar nem podiam imaginar o tamanho das multidões que a sua invenção, o trio elétrico, iria arrastar pelas ruas da cidade. Dados atuais estimam cerca de 2 milhões de foliões circulando diariamente nos tradicionais circuitos do carnaval soteropolitano. O número recorde faz desta, uma das maiores festas de rua do mundo com a presença de turistas de diferentes regiões brasileiras e nacionalidades. Mas se para brincar o carnaval é inevitável transitar em meio a multidões, seguir algumas medidas simples pode ajudar a manter o corpo saudável e em plena condição de desfrutar os dias de pura alegria e descontração que caracterizam o reinado de Momo. E o melhor: conservando o bem-estar durante e após a folia.

Sexo seguro

No topo da lista de “doenças do carnaval” estão as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Seja pelo consumo excessivo de bebidas alcóolicas ou pelo calor do momento, descuidar da proteção na hora do sexo expõe o folião ao tipo de vírus mais grave e com elevada morbidade: o HIV, causador da AIDS.  Sífilis, Gonorreia, HPV, Clamídia e Hepatite B completam a lista. Normalmente, a infecção acontece na penetração. Assim, usar preservativo é imprescindível para evitar a proliferação e contaminação das DSTs. 

Aglomerações

“Grandes multidões criam condições propicias para disseminar doenças infecto contagiosas. Aliado a isto, a diversidade de turistas do mundo inteiro contribui para elevar a concentração de agentes patogênicos circulando na cidade”, alerta Dr. Alessandro Farias, líder do Serviço de Infectologia do Hospital Português. O simples ato de beijar na boca, tão comum na festa de rua baiana, ou mesmo as comidas e lanches vendidos na rua, podem ser a porta de entrada para diversas doenças: gripes, resfriados, diarreias e até infecções mais perigosas, como a herpes (tipos I e II). O infectologista lembra que o contagio por vírus como monucleose e meningite meningocócica é outro risco iminente, devido a queda na imunidade do corpo – típica em situações de grande desgaste físico, como o carnaval.

Alimentação e hidratação

Antes de sair para a folia é essencial estar bem hidratado e alimentado. A nutricionista do Hospital Português, Gildete Fernandes, explica que o calor excessivo, típico da estação, aumenta o gasto de energia impondo a necessidade frequente de repor nutrientes no organismo. “Em dias quentes, aumentam a temperatura e a transpiração do corpo. Por isso, beber mais líquidos do que o de costume é essencial”, orienta. Ela também explica que é ideal comer porções menores em intervalos de tempo mais curtos, porém, sem descuidar da atenção com os alimentos comercializados ao ar livre ou sem nenhum controle sanitário dos órgãos públicos de saúde.

Exposição a ruídos

Ao lado de um trio elétrico, entusiasmados com a diversão da festa, não atentamos para a grande intensidade sonora proporcionada por estes equipamentos. Muitas vezes, o volume ultrapassa os 130 decibéis, embora o ouvido humano suporte até 90 decibéis. Por isso, outro cuidado que deve ser redobrado no carnaval é a proteção auditiva. “Não respeitar esse limite, gera a possibilidade de uma pessoa apresentar lesões no ouvido, muitas vezes irreversíveis, levando a perda auditiva”, informa Dr. Miguel Leal Andrade Neto, otorrinolaringologista do Hospital Português.

Calçado adequado

Após horas ou até mesmo dias seguidos de folia, é normal que os pés sintam a sobrecarga dessa maratona. Assim, escolher um calçado confortável, com boa adaptação ao pé, é o segredo para minimizar o risco de lesões. “O melhor calçado é o tênis. Mas prefira aquele antigo, já adaptado a sua pisada, para evitar torções ou calosidades”, orienta o ortopedista do Hospital Português, Dr. Luis Alfredo Gomez Vieira.