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Doação de Órgãos – Fator essencial para a cirurgia de transplante — Hospital Português da Bahia

15 de setembro de 2015

Doação de Órgãos – Fator essencial para a cirurgia de transplante

15 September 2015

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui hoje o maior sistema público de transplantes de órgão do mundo. Apesar disto, o número de doadores ainda é insuficiente para atender a demanda por transplantes no país. A busca pela redução do tempo de espera dos pacientes na lista de receptores de órgãos é uma das atribuições do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do qual fazem parte os Programas de Transplantes de Fígado e Rim do Hospital Português – Instituição pioneira na Bahia nesses tipos de procedimentos e na substituição dupla desses órgãos. Dr. Jorge Bastos, cirurgião do Programa de Transplante de Fígado do HP observa que o número de doações de órgãos reflete diretamente a frequência das cirurgias. “Para que o transplante aconteça, três pilares são fundamentais: equipe multidisciplinar preparada, estrutura hospitalar adequada e disponibilização de órgão apto ao procedimento cirúrgico. Sem a equalização destes requisitos o transplante não acontece”, ressalta o especialista, enfatizando o histórico do Programa de Transplantes de Fígado de mais de 300 pacientes transplantados, em 13 anos de atividades, bem como, a necessidade de maior conscientização da população e melhor estruturação dos serviços públicos de saúde para elevar o número de doações de órgãos.

Dr. Maurício Fucs, médico cirurgião do Programa de Transplantes Renais do HP, destaca que a Instituição possui infraestrutura de ponta preparada para aumentar o volume de transplantes de fígado, de rim, bem como o transplante duplo desses órgãos. “O HP possui série histórica de mais de 400 transplantes renais. Esse desempenho reflete a experiência e preparo adquirido pelas equipes cirúrgicas ao longo de décadas e a estrutura de ponta do Hospital, aspectos que fazem a Instituição uma referência em transplantes no Norte e Nordeste”, informa. O desempenho aprimorado do HP, refletido na melhora da taxa de sobrevida dos pacientes a cada década, contrasta com o baixo índice de doações de órgãos no Estado baiano. A maior evidência desse fato são as 2.263 pessoas que aguardam por um doador na lista de espera da Central de Transplantes da Bahia. “Apesar da existência de equipes e instituições capazes de realizar várias modalidades de transplantes, o nível de doações efetivas ainda é muito baixo. De janeiro a junho deste ano, a Bahia registrou apenas 5,4 doadores por milhão de habitante. Neste mesmo período, o Ceará teve 19,0 doadores”, compara Dr. Jorge Bastos.

Para tentar transformar essa realidade e suprir a alta demanda de pacientes crônicos (alguns em estágios terminais) em lista de espera, o Ministério da Saúde – MS orienta a população sobre o que é necessário para efetivar a doação de órgão, no caso de confirmação de morte cerebral do paciente. Os requisitos estão disponíveis na internet na página do MS (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/legislacao/faq_transplantes.php) e incluem, entre outras informações, as orientações para quem deseja ser doador de órgãos e tecidos (qualquer pessoa que não seja portadora de doenças transmissíveis como AIDS, por exemplo, de infecções graves e de câncer generalizado), as partes do corpo que podem ser doadas para transplante (rins, pulmões, coração, fígado, córneas, válvulas cardíacas, entre outras), o que fazer para ser um doador de órgão (comunicar à família e aos amigos este desejo) e ainda como fazer para um familiar falecido se tornar doador. Neste caso, um dos membros da família deve manifestar o desejo de doar os órgãos ao médico que atendeu o familiar, ou à administração do hospital, ou mesmo, entrar em contato com uma Central de Transplantes que tomará as providências necessárias.