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Utilidade pública: Farmacovigilância e o monitoramento das reações adversas aos medicamentos — Hospital Português da Bahia

1 de fevereiro de 2016

Utilidade pública: Farmacovigilância e o monitoramento das reações adversas aos medicamentos

01 February 2016

O HP se preocupa em se aprofundar em cada detalhe que possa aperfeiçoar o atendimento terapêutico aos seus pacientes. Um bom exemplo disso é o programa de Farmacovigilância, ciência que monitora um dos itens mais importantes em qualquer Instituição de Saúde: os medicamentos.

Mesmo formulados em cima de critérios rígidos de proteção e segurança, os medicamentos correm certos riscos associados ao seu uso e podem desencadear as chamadas reações adversas ao medicamento (RAM), também conhecidas como reações nocivas não intencionais. É aí que entra a Farmacovigilância. Inserida entre os principais temas abordados no Curso sobre Princípios de Gestão em Saúde, promovido pelo Hospital Português no final do ano passado, a ciência é responsável por todo o processo relacionado à detecção, avaliação, compreensão e prevenção desses efeitos adversos aos medicamentos ou qualquer possível problema atribuído a eles. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a Farmacovigilância vem ampliando seu campo de atuação ao longo do tempo, incorporando, além das reações adversas, a perda da eficácia, desvios da qualidade e uso indevido ou abuso dos medicamentos.

No Hospital Português, o processo de Farmacovigilância é realizado em parceria com todos os setores. As RAM podem e devem ser notificadas por todos os profissionais de saúde da Instituição pelo sistema eletrônico, mas a Farmácia tem papel de fundamental importância. A partir da notificação voluntária dos profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos ou técnicos em enfermagem, o Farmacêutico analisa e relaciona a reação adversa com o medicamento suspeito ou outros prescritos. De acordo com Valnélia Fraga, Supervisora da Assistência Farmacêutica HP, as reações não notificadas espontaneamente são identificadas pelo uso dos medicamentos “gatilhos”, aqueles utilizados para reverter esse quadro. Caso seja confirmada, o resultado da validação dessa reação classificada como grave é encaminhada para a ANVISA e para o laboratório farmacêutico. “Estimular a notificação é o nosso grande desafio, pois nosso objetivo é aumentar a consciência da magnitude do problema de segurança de medicamentos”, afirma Valnélia.

O trabalho da Farmácia, em parceria com as outras áreas do Hospital, se faz imprescindível, ao se levar em conta a quantidade de medicamentos em um ambiente hospitalar e a rapidez com que novos deles surgem, a cada dia no mercado. “A efetividade de um medicamento só é garantida quando ele é usado de forma racional”, ressalta Valnélia, que conclui: “É um serviço de utilidade pública e é muito importante que o paciente saiba. Isso evita que qualquer um sofra daquela mesma reação futuramente”.