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Atuação feminina — Hospital Português da Bahia

3 de março de 2016

Atuação feminina

03 March 2016

Maioria da população brasileira, as mulheres vêm escrevendo uma trajetória de lutas por igualdade de participação social e pleno exercício da cidadania desde quando passaram a se organizar em militância em meados do século 20. Hoje, elas vivem mais, têm tido menos filhos, respondem pelo sustento de 37,3% das famílias (dados do IBGE) e pouco a pouco vêm ocupando lugar de protagonismo nas diferentes esferas sociais. Essa realidade atual se reflete, por exemplo, no maior número de empregadoras no país, no aumento do número de trabalhadoras com carteira assinada em micro e pequenas empresas (segundo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e também na maior contratação por instituições de grande porte como o Hospital Português (HP), em que o corpo de colaboradores é majoritariamente feminino. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (08 de março), data simbólica da força e relevância feminina, quatro colaboradoras do HP expõem perspectivas particulares sobre a atuação das mulheres, os seus desafios e conquistas na atualidade.

Liderança “A arte de liderar independe do sexo dos profissionais que compõe a equipe. Particularmente, não tenho dificuldade. Acredito que o mais importante para a mulher que lidera é ter competência técnica, equilíbrio emocional e paixão pelo que faz, possuir habilidade para gerenciar conflitos, saber ouvir e respeitar o próximo, ter disciplina e ética, além de unir a equipe em busca de um objetivo comum para alcançar metas e transpor os desafios”. Daniele Rosa, Chefe de Hotelaria.

Maternidade “Não é tarefa fácil conciliar a maternidade com as demandas profissionais. Por outro lado, é extremamente compensador ser recebida com beijos, abraços, pedidos de atenção e carinho, após um longo e estressante dia de trabalho. O peso das obrigações é tão grande, que em alguns momentos parece que não conseguiremos dar conta de tudo e de todos. Respeito as mulheres que optam por não ter filhos, mas como diria Vinícius de Moraes em Poema Enjoadinho: “Filhos… Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos como sabê-los?”. A experiência da maternidade é um divisor de águas que nos impulsiona a compreender nossos limites, nos motiva a enfrentar com mais afinco as adversidades da vida e do cotidiano e nos mostra que é possível assumir vários papeis como protagonistas”. Liana Miguel, Coordenadora de Recursos Humanos.

Independência “Historicamente as mulheres viviam para cuidar do marido e dos filhos, porém, após a Segunda Guerra Mundial, elas também se tornaram força produtiva, conquistando, a cada dia, lugares melhores no mercado de trabalho. Com o avanço do capitalismo e, ao longo das últimas décadas, as mulheres vêm demonstrando que são capazes de estudar, liderar o mercado de trabalho em muitas áreas e ainda cuidar da família e da casa. A força e a garra das mulheres mudaram o perfil social e cultural da humanidade, contradizendo o estereótipo de “sexo frágil”, sensível. Hoje, as mulheres gerem recursos para conquistar seus próprios projetos pessoais e, cada vez mais, estão alcançando sua independência financeira e pessoal”. Samara Vasconcelos, Enfermeira de Treinamento e Desenvolvimento Pleno.

Ocupação de novos espaços “Atuo em uma área composta em sua maioria por profissionais do sexo masculino, mas isto nunca representou um problema. Não tenho registro de nenhum sentimento de rejeição ou preconceito. Posso afirmar que me sinto muito confortável. Quando ingressei na área, há 20 anos, as equipes de projeto apresentavam, no máximo, uma profissional do sexo feminino, sempre na função de Técnica. Era praticamente impossível identificar mulheres no Cargo de Gestão de uma área de TI. Hoje, a situação é diferente e acredito que a tendência é igualar a participação feminina. O Hospital Português, por exemplo, pode ser considerado como uma evidência desta afirmativa, uma vez que a área de TI é gerenciada por uma mulher”. Katia Martins – Analista de OSM Sênior