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Prostatectomia radical por laparoscopia — Hospital Português da Bahia

5 de abril de 2016

Prostatectomia radical por laparoscopia

05 April 2016

ProstectomiaProcedimentos minimamente invasivos ganham espaço na prática médica atual e, na Urologia, não poderia ser diferente. Esta especialidade sempre esteve na vanguarda quando se trata de cirurgias endoscópicas, laparoscópicas, uso de laser, dentre outras novas tecnologias. O urologista se acostumou a realizar cirurgias e resolver os problemas urológicos por via endoscópica, como no caso de cálculos renais, crescimento benigno da próstata e, mais recentemente, vem usando a via laparoscópica também para o tratamento de tumores de rim e de próstata.

A prostatectomia radical laparoscópica, cirurgia realizada por homens com câncer de próstata, começou a ser realizada na França, mais especificamente na cidade de Bordeaux. Na época, os médicos buscavam desenvolver uma cirurgia minimamente invasiva para o tratamento deste tipo de câncer, que fosse capaz de reproduzir os bons resultados da cirurgia convencional. Por se tratar de um procedimento de difícil aprendizado, inclusive para aqueles urologistas que já dominam a laparoscopia, ocorreu uma menor difusão desta técnica no inicio. Outro fator impactante para sua não propagação em massa foi o fato de embora se tratar de um método com maior tecnologia e, por consequência, mais caro, os resultados não eram superiores aos da cirurgia convencional.

Mais recentemente a cirurgia passou a ser assistida por um robô, levando o médico cirurgião a manipular os instrumentos através de um console com diversos controles. Esses recursos fizeram a prostatectomia laparoscópica se difundir com maior força. Hoje, mais de 90% das prostatectomias radicais nos Estados Unidos são realizadas por este método. Além disso, tanto a técnica laparoscópica simples como por meio do uso da robótica vêm demostrando que são equivalentes à técnica convencional, quando se leva em consideração a cura do câncer. Quanto ao efeito cosmético e de dor no pós-operatório, este método parece ser superior à cirurgia com grandes incisões.

De fato, quando o paciente é submetido a métodos minimamente invasivos, podem se beneficiar não só do uso da tecnologia, mas também do que ela agrega ao método, como emprego de instrumentos mais eficientes e desenhados especificamente para aquela finalidade, além de equipes treinadas e qualificadas naquele procedimento. Outras vantagens associadas são o menor uso de analgésicos pelo paciente e o retorno mais rápido às suas atividades. É importante salientar que a indicação de determinados procedimentos depende da decisão do paciente e do seu médico, cabendo ao profissional e ao paciente definirem conjuntamente o melhor método a ser usado para a resolutividade do problema. 

 

 

Revista Imagem Real Abril – 2016

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