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Risco cardíaco em mulheres — Hospital Português da Bahia

7 de junho de 2016

Risco cardíaco em mulheres

07 June 2016

Saúde da MulherA mudança do estilo de vida feminino (desencadeada pelo acúmulo de funções e a conquista de maior espaço no mercado de trabalho) coloca, hoje, mulheres e homens em condições de igualdade no que se refere a comportamentos nocivos à saúde. Tabagismo, estresse, má alimentação, sedentarismo e excesso de peso fazem das doenças cardiovasculares a principal causa de morte no Brasil. Embora ambos os gêneros apresentem fatores de risco idênticos para doença coronariana, as mulheres são afetadas de maneira diferente. A menopausa, inclusive, é outro agravante para a saúde do coração. Uma evidência dessas diferenças é a redução da mortalidade masculina por doença arterial coronariana, enquanto o número de óbitos femininos pela doença permanece em crescimento. Este cenário, para o médico intensivista da Unidade Coronariana do Hospital Português, Dr. Cláudio das Virgens, acende um alerta para que as mulheres sigam um estilo de vida mais saudável, com visitas de rotina ao cardiologista, sobretudo, a partir dos 40 anos, buscando o equilíbrio entre obrigações diárias e qualidade de vida. Confira a entrevista!

1.  Como o comportamento influi na elevação do número de mulheres com cardiopatias?

Hoje, os fatores de risco cardiovasculares são altamente prevalentes na população e estão aumentando entre as mulheres. O diagnóstico de doença arterial coronariana, por exemplo, é cada vez mais frequente entre as brasileiras. Na faixa etária de 20 a 74 anos, um terço das mulheres tem hipertensão, mais de 25% colesterol elevado (dislipidemia), mais de 25% são fumantes, mais de 25% tem estilo de vida sedentário e, aproximadamente, 25% estão acima do peso. Sabe-se que a obesidade é um fator de risco independente para o desenvolvimento de doença arterial coronariana em mulheres. E mesmo que o aumento de peso seja leve ou moderado, aumenta o risco de doença arterial coronariana em mulheres de meia-idade.

2.  Então, o que é preciso fazer para evitar o infarto e outras cardiopatias na menopausa?

Prevenir doenças do coração requer conhecimento dos seus fatores de risco: hipertensão, diabetes, dislipidemia, história familiar precoce para doença arterial coronariana, tabagismo, obesidade, estresse e depressão. Esse conhecimento ajuda a controlar o aparecimento e a progressão de doenças, principalmente, se houver cuidado precoce. Assim, a mulher deve começar a se preocupar com o coração a partir dos 35 anos, quando os problemas se tornam mais evidentes. Isto implica em ter um estilo de vida saudável, alimentação de alta qualidade nutricional, praticar atividade física, abster-se do tabagismo, controlar fatores de risco para doença coronariana, visando minimizar as chances de adoecer a partir dos 50 anos.

 3.     Como o coração responde a uma rotina de hábitos saudáveis?

Estudos clínicos têm mostrado que mulheres que fazem atividade física moderada, apresentam menor índice de colesterol e glicose no sangue, e ainda controlam e reduzem a pressão arterial e o peso, em relação a mulheres sedentárias. Esses aspectos estão diretamente ligados à saúde cardíaca.

4.     Qual estilo de vida seria ideal para a saúde do coração?

Um estilo de vida que previne as doenças cardiovasculares deve contemplar: 1) Ausência de tabagismo; 2) Exercícios físicos regulares, como caminhar por 35 minutos, de 4 a 5 vezes por semana, numa intensidade moderada (que permita conversar confortavelmente durante o esforço); 3) Avaliação cardiológica periódica; 4) Alimentação com frutas, vegetais, grãos, legumes e fontes de proteína com baixo teor de gordura saturada; e 5) Redução e/ou manutenção do peso dentro de índices saudáveis.

5.  O Hospital Português oferece quais recursos para diagnosticar e tratar as doenças do coração? 

O Hospital Português sempre esteve na vanguarda da assistência cardiológica, sendo referência nessa área na Bahia com infraestrutura completa para cuidar da saúde do coração. No Centro Médico anexo ao Hospital, cardiologistas experientes atuam na prevenção de doenças e identificação dos seus fatores de riscos. A investigação diagnóstica utiliza tecnologias avançadas, como cintilografia miocárdica, ressonância nuclear do coração, estudos em ritmologia, cateterismo cardíaco, entre outras. No tratamento, o Hospital realiza procedimentos de ponta, tendo o suporte da Unidade Coronariana (UCO) e da Unidade exclusiva para Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca (UPC).

Revista Imagem Real – Junho 2016

http://www.hportugues.com.br/imprensa/revista-imagem-real