Notícias Fique por dentro das novidades

Automedicação: um risco contra a saúde — Hospital Português da Bahia

2 de março de 2017

Automedicação: um risco contra a saúde

02 March 2017

automedicaçãoQuem nunca fez uso de um remédio sem prescrição após sentir uma dor de cabeça ou cólica? Ou pediu opinião a algum conhecido sobre qual medicamento utilizar para tratar determinado problema de saúde? A automedicação, popularmente encarada como uma solução imediata para o alívio de alguns sintomas, pode trazer sérias consequências para saúde de quem a pratica.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a automedicação corresponde à utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, objetivando o tratamento de doenças cujos sintomas são percebidos pelo usuário, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde (médico ou odontólogo). Trata-se de uma prática ainda comum no Brasil, que corresponde à principal causa de intoxicação no país.

Somente no ano de 2012, os medicamentos foram responsáveis por 27% de todas as notificações de intoxicação registradas no Brasil. Desta forma, utilizá-los sem orientação de um profissional capacitado representa um risco à saúde e, em casos extremos, pode levar ao óbito. Além disso, o uso de remédios de forma indiscriminada pode proporcionar o agravamento de um problema de saúde já existente, uma vez que alguns sintomas podem ser mascarados, retardando o tratamento adequado.

Outro problema preocupante decorrente da prática da automedicação é o risco da ocorrência de interações medicamentosas. Essas situações acontecem quando o indivíduo está em uso de um medicamento e, diante de um novo problema de saúde, decide utilizar outro remédio por conta própria. No entanto, os componentes dos dois medicamentos podem interagir, diminuindo ou potencializando o efeito deles. A consequência disso é a redução da efetividade do tratamento ou agravamento do quadro clínico em função de efeitos colaterais.

Diversos fatores podem contribuir para a ocorrência da automedicação, dentre eles, destacam-se a facilidade de acesso aos medicamentos; a indicação de uso por vizinhos, amigos e familiares sem avaliação médica; as propagandas veiculadas nos principais meios de comunicação, que muitas vezes induzem o consumo de medicamentos; e a quantidade reduzida de programas educativos que orientem quanto aos riscos da administração de medicamentos sem orientação profissional.

É importante ressaltar que o uso de nenhum medicamento é isento de riscos, mesmo aqueles que podem ser comprados sem prescrição médica. Por isso, antes de usar qualquer medicamento exija orientação de um médico ou de um farmacêutico.

Revista Imagem Real – Março 2017

http://www.hportugues.com.br/imprensa/revista-imagem-real