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Hospital modelo em sustentabilidade

26 de junho de 2019

Gerar meios necessários para desenvolver-se economicamente – sem impactar a natureza e, sobretudo, preservá-la – é uma cultura consolidada no Hospital Português. As práticas pioneiras de gestão ambiental e o crescimento sustentável da Instituição, hoje, servem de referência para outras organizações do mercado, rendendo notoriedade ao HP, inclusive, em premiações vinculadas ao exercício da responsabilidade socioambiental. Este ano, o Hospital foi eleito modelo em Sustentabilidade, pelo Prêmio Benchmarking Saúde Bahia 2019, recebendo o Troféu Ouro, nesta categoria, e outras duas premiações (Troféu Prata, em Filantropia, e Troféu Bronze, em Ação Social), pelo desempenho obtido, em 2018.

Para o presidente do Hospital, Antonio Higino Teixeira Saraiva, os desafios do setor exigem, cada vez mais, a criação de soluções autossustentáveis. A cada ano, a Instituição amplia os recursos nesta direção, adquirindo tecnologias avançadas, aperfeiçoando processos internos e realizando medidas socioeducativas para conscientizar e engajar os seus mais de 3,7 mil colaboradores. Os resultados alcançados já refletem tais investimentos, impulsionando um melhor desempenho hospitalar. “Uma Instituição sustentável, segura e salubre produz benefícios para todos: clientes, profissionais da saúde, comunidade e a própria Instituição, que agrega valor ao negócio, desenvolvendo ações socioambientais dentro das práticas de rotina”, destaca o gestor.

Nesse sentido, o envolvimento decisivo dos colaboradores é outro êxito da série de iniciativas estratégicas focadas na cultura de gestão ambiental. Acostumadas ao trabalho integrado e interdependente, para consolidar práticas de excelência, como as certificadas pela Acreditação Internacional Qmentum e Organização Nacional de Acreditação (ONA), as equipes têm participado ativamente das ações vinculadas ao Projeto HP + Sustentável. “Desde o início do Projeto, em 2015, a adesão dos colaboradores, gestores, fornecedores e sócios tem sido fundamental para os resultados obtidos. Agora, além de manter a essência e tradição de Filantropia, o Hospital Português é, também, reconhecido como modelo de Instituição Sustentável. O nosso desafio para o próximo biênio é intensificar as ações voltadas à redução do consumo de energia”, observa o diretor financeiro, Daniel Silva Vitor Bento.

Educação para o consumo consciente

Promover ações socioeducativas para o corpo funcional é uma das apostas para aperfeiçoar rotinas e obter melhor performance. Alinhado com as metas institucionais, o trabalho de educação continuada vem estimulando uma atitude socioambiental mais responsável entre os colaboradores. “Os treinamentos ensinam formas de utilização adequada e racional dos insumos hospitalares mais demandados. A efetividade das capacitações e o grau de conscientização alcançado impactam diretamente no consumo das equipes envolvidas na geração e no manejo de resíduos”, informa a analista de Meio Ambiente Pleno, Deneizuela Vigas.

De fato, pequenas mudanças na rotina hospitalar revelam o resultado do investimento em informação, como a queda significativa no consumo diário de materiais, nas diversas áreas, no último ano. O uso de hipoclorito de sódio a 1% reduziu em cerca de 550 litros. O volume total de impressões em papel caiu em torno de 26%, após a orientação de imprimir protocolos em apenas uma via e configurar equipamentos para impressão automática em frente e verso. O consumo diário de avental descartável (3 unidades), também, caiu para uma unidade, por semana, com a substituição deste item por material similar e mais durável. “Com medidas simples e forte engajamento das equipes, o Hospital economizou recursos e reduziu, expressivamente, a geração de resíduos”, observa Deneizuela.

Semana HP de Sustentabilidade

Há quatro anos, a Semana HP de Sustentabilidade vem fortalecendo a Política de Meio Ambiente da Instituição, entre os diferentes públicos, por meio de treinamentos e reciclagem de conhecimentos sobre as práticas socioambientais. A programação de três dias, em média, inclui oficinas de horta suspensa, com embalagens reaproveitadas, bazar sustentável, doação de peças de vestuário e calçados para entidades de acolhimento à população em situação de rua, exibição de filmes educativos no Cine Sustentável, entre outras iniciativas.

Coleta e descarte adequado do óleo de cozinha

O HP realiza, há mais de dez anos, o reaproveitamento de todo o óleo vegetal saturado, utilizado na Instituição (40 litros por mês, em média). Com a estruturação do Ecoponto de Coleta Voluntária de Óleo Vegetal Saturado, nas dependências do Hospital, os colaboradores ganharam a possibilidade de fazer o descarte correto do óleo de cozinha doméstico, gerando nova utilidade para este resíduo, com o encaminhamento para a reciclagem em sabão ou biodiesel (combustível menos poluente e biodegradável). Em 2018, o volume total de óleo vegetal enviado para reciclagem foi 26% superior, em relação a 2017, evidenciando o êxito na conscientização e engajamento dos colaboradores.

Comissão Técnica de Garantia Ambiental

Outra frente de atuação que visa aprimorar os projetos em andamento é a Comissão Técnica de Garantia Ambiental. O grupo multidisciplinar se reúne, periodicamente, para fomentar e ampliar diversas medidas ambientais, como: o adubamento orgânico em todas as áreas verdes e jardins da Instituição, a armazenagem de tonners de impressoras no abrigo de resíduos do Hospital (para devolução ao fabricante) e os temas da programação da semana HP de Sustentabilidade.

Vanguarda no tratamento e descarte adequado de resíduos sólidos

Um problema intrínseco à sociedade moderna é a produção intensa de lixo. Minimizar impactos ao meio ambiente, revisando todo o ciclo de produção de resíduos sólidos até o descarte adequado (e possível reaproveitamento na reciclagem) é motivo de atenção permanente do HP. Pioneiro, na Bahia, no tratamento de resíduo infectante, e primeiro, no Norte/Nordeste, a implantar um programa específico para tratar e descartar, corretamente, resíduos sólidos (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde), o HP dá destinação ambientalmente adequada aos rejeitos hospitalares (não recicláveis ou não reutilizáveis), encaminhando para a reciclagem ou reaproveitamento os materiais residuais com valor econômico, como papelão, papel e plástico.

Tecnologias avançadas, métodos autossustentáveis e forte engajamento das equipes são ativos institucionais que vêm contribuindo para reduzir, significativamente, a geração total de resíduos (comum, infectante, perfurocortante, peças anatômicas e lâmpadas fluorescentes). Para ter ideia, em 2018, essa redução total foi de, aproximadamente, 98 toneladas, em relação ao ano anterior. O volume de resíduos comuns caiu praticamente 80 toneladas (sendo, 37,7 exclusivamente, resíduos orgânicos), no mesmo período, enquanto a quantidade de resíduos recicláveis segregados (papel, papelão e plástico) e encaminhados para reciclagem aumentou 14%, gerando um retorno financeiro para o Hospital, de mais de 9 mil reais, com a venda de materiais recicláveis.

Gestão do consumo de água

O investimento em ferramentas de controle e monitoramento da rede hidráulica do HP tem otimizado o consumo e abastecimento interno, sobretudo, nas unidades de maior demanda (Hospital e Maternidade Santamaria), com uso de tecnologias avançadas, como: a Central de Inteligência e Monitoramento de Água (pioneira no Norte/Nordeste); a consultoria especializada na gestão do consumo hídrico; os redutores de vazão instalados nos chuveiros e torneiras; o uso de indicadores para obtenção de dados sobre a rotina de consumo de água e o gerenciamento da redução do consumo; a análise e adequação do tratamento de água para diminuir o consumo e otimizar o processo; as vistorias detalhadas e a regulação da vazão de todos os pontos de água (descargas, torneiras, registros de controle e caixas acopladas), buscando identificar e reparar imediatamente problemas como vazamentos, evitando perdas.

Em conjunto, essas medidas impulsionam o consumo racional da água na Instituição, evitando perdas mensais de até 5,5 mil litros e gerando economia acentuada do volume hídrico total consumido. Entre 2015 e 2018, essa queda foi de 35%, equivalente a 48.990 m³ (metros cúbicos) ou cerca de 19 piscinas olímpicas. Com a nova rede hospitalar de aquecimento de água, que utiliza um moderno sistema híbrido sustentável, instalada em 2019, deve haver uma economia ainda maior no consumo de água, de cerca de 30 mil litros e, também, diminuição do consumo do gás de cozinha (GLP).