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Aleitamento Materno

10 de agosto de 2019

A Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) – que acontece, anualmente, de 1º a 7 de agosto – chama a atenção para a importância de assegurar o aleitamento exclusivo do bebê, nos seus seis primeiros meses de vida, complementando a alimentação infantil com o leite materno, até os dois anos de idade, conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), do UNICEF e Ministério de Saúde. Este ano, a SMAM traz o tema “capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”, tendo o objetivo de envolver os cuidadores do recém-nascido (pai e familiares próximos, não apenas as mães) nesta meta.

Engajado na causa do aleitamento, o Hospital Português promove mensalmente o Curso Preparatório para Pais, na Maternidade Santamaria, que contempla ensinamentos teóricos e práticos sobre a amamentação, entre outros temas abordados, nos dois dias de encontro. É quando os futuros pais e àqueles que estão revivendo a espera por um filho, aprendem que amamentar é muito mais que alimentar fisicamente o bebê, pois estreita o vínculo afetivo entre mãe e filho. No curso, os especialistas desconstroem, também, os mitos relacionados ao aleitamento materno, esclarecendo que uso de próteses não impede a amamentação do bebê; não faz o peito da mãe “cair”; que seios pequenos podem, sim, produzir leite suficiente e que o leite materno nunca é fraco.

Na verdade, o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, tanto do ponto de vista nutricional como na prevenção de doenças. É composto por milhões de células vivas, incluindo os glóbulos brancos que reforçam o sistema imunitário, mais proteínas, aminoácidos, açúcares, anticorpos, água, entre outros nutrientes que, em conjunto, formam um complexo sistema de proteção e nutrição. Os mais de 200 tipos de moléculas de açúcar, presentes neste líquido (muito além do que a média de 50 moléculas encontradas no leite de vaca, por exemplo) contribuem para desenvolver um microbioma intestinal do bebê, gerando um sistema imunológico mais resistente, em poucos dias.

Planejar o momento de amamentar e aplicar algumas técnicas ajuda nesta prática, por exemplo: amamentar o bebê logo na primeira hora do nascimento; manter o recém-nascido próximo à mãe; evitar mamadeiras e chupetas, nos primeiros dias de vida; ter auxílio na primeira mamada e uma rede de apoio familiar; ter um local adequado para amamentar – calmo, com luz suave, sem ruídos ou conversas paralelas, de preferência, no próprio quarto do bebê, onde mãe e filho possam interagir, sem interferências.

O aleitamento materno promove uma série de benefícios para a saúde do bebê e o seu desenvolvimento futuro; além de favorecer a recuperação mais rápida da mulher, no pós-parto, e ampliar a proteção feminina contra o risco de doenças, como o câncer de mama, o Alzheimer, a osteoporose e as anemias. Pratique este ato saudável, amamente!