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Os desafios para envelhecer bem na sociedade moderna

8 de outubro de 2019

Especialistas falam das doenças que mais acometem os idosos e apontam caminhos para ter uma vida saudável

O Brasil caminha para se tornar um país de idosos. De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ano 2018, nas próximas décadas, a população acima dos 60 anos será em torno de 25%, superando a quantidade de jovens até os 14 anos, 14,7%. Os avanços nos serviços de saúde, saneamento básico, educação, dentre outros itens, contribuíram para este quadro positivo. No entanto, será que estamos preparados para envelhecer? O que pode contribuir para ter uma boa saúde na terceira idade? É certo que os avanços da medicina ajudam muito neste quesito, mas é preciso ainda, desde jovem, adotar algumas medidas preventivas e de cuidado com a saúde para envelhecer bem, como manter uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos. Outra dica é cuidar também da saúde mental: cultivar o relacionamento com as pessoas, evitar o isolamento e a tristeza.

Se cuide!

Prestar atenção para a predisposição genética é fundamental para montar estratégias de prevenção de doenças. É também importante ter uma alimentação adequada e balanceada (pelo menos três diárias), fazer atividades físicas, hidratar o corpo (ingerir pelo menos um litro e meio de água por dia), e ter uma boa qualidade de sono são fatores que ajudam a impedir que enfermidades se estabeleçam, recomenda o geriatra e clínico, Dr. Márcio Peixoto, que é coordenador das especialidades de Clínica Médica e Geriatria do HP, além da Unidade Semi-intensiva. “Hoje sabemos que a prevenção é o diferencial para um envelhecimento ativo, então devemos procurar acompanhamento médico ainda aos 30 ou 40 anos, no intuito de fazer um planejamento de saúde e não para tratar doenças. No HP temos equipe multiprofissional altamente capacitada, não só para elaboração de um plano preventivo de saúde, como também para acompanhamento, tratamento e reabilitação, além de um parque tecnológico moderno que permite diagnósticos precisos e confiáveis”, enfatiza o geriatra.

Ortopedia

De acordo com Dr. Luis Alfredo Gómez, vice- coordenador da Emergência Ortopédica do HP, as principais enfermidades que acometem esse público são a osteoporose, artrose e fraturas, principalmente no quadril, coluna e membros superiores. “É recomendado procurar um médico quando houver dificuldades para execução das atividades diárias e dores articulares.”, explicou o médico, acrescentando que, “a osteoporose, uma das principais doenças em idosos, pode ser prevenida com exercícios físicos bem conduzidos por profissional da área, hábitos e alimentação saudáveis, além de acompanhamento médico periódico”.
O Hospital Português possui uma equipe de ortopedia com profissionais especialistas em todas as subsespecialidades da área, com aprimoramento e atualização nos principais centros de formação nacional e internacional. A Instituição ainda dispõe de acesso a todos os recursos de investigação diagnóstica de alta tecnologia, disponíveis em laboratórios e radiologia, além da possibilidade de interação com uma equipe multidisciplinar completa nas diferentes especialidades médicas com grandes profissionais nas diversas áreas de atuação.

Qualidade do sono

O envelhecimento promove modificações substanciais no padrão de sono das pessoas, sendo a mais frequente, a chamada “avanço de fase”, que é a tendência a dormir cada vez mais cedo com despertar também precoce, além de outras situações que tendem a caracterizar o sono não reparador. “O uso de remédios para doenças crônicas comuns a esta faixa etária ou até mesmo de “remédios para dormir”, deve ser sempre orientado pelo médico que acompanha e conhece o seu paciente idoso, e nunca pelo vizinho, amigo ou internet”, alerta o coordenador do Laboratório do Sono e especialista em Medicina do Sono do HP, Dr. Francisco Hora.

Para ele, algumas doenças alteram precocemente o padrão de sono, sobretudo, as neuropsiquiátricas, como as depressões e o Azheimer. Fatores fisiológicos inerentes ao sono e fatores relacionados ao estilo de vida do idoso também contribuem. “Podemos afirmar que o idoso que mantém atividade física aeróbica cotidiana, hábitos alimentares saudáveis, não fuma, não ingere bebida alcoólica em excesso, e faz atividade ocupacional seja trabalhando, lendo, estudando ou desenvolvendo habilidades artísticas, supera “com lucro” qualquer vicissitude decorrente do sono ruim.”, declara.

De forma pioneira, o Hospital Português disponibiliza desde a década de 1990 de um complexo e atualizado Laboratório de Sono, em que todas as patologias do sono podem ser investigadas, orientando de forma coerente as opções terapêuticas para cada situação.

Cardiologia

Metade da população brasileira está acima do peso e 20% apresenta obesidade. Esses números são alarmantes e representam maior risco para doenças do coração. A idade elevada também é fator de perigo, devido ao envelhecimento dos vasos sanguíneos. Para o cardiologista Marcos Barojas, Vice-coordenador da Unidade de Coronariana, UCO, do Hospital Português, “A idade é fator de risco para tendências, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, infarto, derrame, dentre outras enfermidades. Este paciente já possui pior função renal e hepática, tem maior tempo de internamento, devido ao maior tempo de resposta do organismo”, esclarece. Para o especialista, mexer o corpo é melhor maneira de prevenir essas doenças. Além disso, ainda é importante manter uma alimentação equilibrada. “Deve diminuir o uso do sódio, calorias e lipídios. O ideal é a dieta mediterrânea, com o consumo das gorduras poliinsaturadas (ajudam reduzir o colesterol ruim), tendo o abacate, azeite e peixes. Quanto às atividades físicas, são 40 minutos quatro vezes por semana, o mínimo recomendado”.

Para o cirurgião cardíaco do Hospital Português, Dr. Luciano Rapold, a Instituição dispõe de uma estrutura completa para a realização de cirurgias cardíacas, com modernas instalações e equipamentos de ponta, centro cirúrgico equipado com o que é necessário para cirurgias com circulação extracorpórea, incluindo tromboelastógrafo e ecocardiograma transesofágico intraoperatorio. “Temos uma UTI de pós-operatório cardiovascular que é completamente dedicada à recuperação após cirurgias cardíacas e afins. Para o público geriátrico especificamente, em que se leva em consideração a fragilidade do organismo, temos realizado cirurgias cardíacas por técnica minimamente invasiva e por cateter de forma a oferecer menor risco ao procedimento e recuperação mais rápida”, explicou.