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Perda auditiva: exposição excessiva a ruídos é fator de risco para lesões permanentes do ouvido

4 de novembro de 2019

Já parou para pensar que os ruídos presentes no dia a dia podem colocar a sua saúde auditiva em risco? Ouvir música, permanecer no veículo durante o congestionamento do trânsito, manipular equipamentos de trabalho motorizados, ir a grandes shows musicais ou eventos esportivos, são situações comuns do cotidiano. Contudo, o contato frequente e excessivo com circunstâncias em que predominam barulho e poluição sonora pode acarretar sério risco de comprometimento da capacidade auditiva, conforme alerta a especialista do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Português, Dra. Loren Britto. “Quanto maior o tempo de exposição a sons altos, maior a chance de lesão auditiva irreversível”, adverte a médica otorrinolaringologista.

Fones de ouvido

A intensidade sonora tolerada pelo ouvido humano, sem gerar danos auditivos, é limitada a 85 decibéis – para uma duração máxima de 8 horas, por dia. Quanto mais alto o som emitido, menor é o tempo de exposição segura, sem riscos de lesões auditivas. Para ter uma noção, um som de 120 decibéis (emitido, facilmente, por um trio elétrico) só permite a exposição diária segura por, no máximo, 5 minutos. Em muitos casos, essa comparação se aplica também aos fones de ouvido, acessório amplamente utilizado na atualidade. “O modelo intra-auricular (que é colocado no canal do ouvido) pode ser igualmente prejudicial à audição, quando se escuta em volumes altos, por longos períodos”, alerta Dra. Loren.

Um estudo sobre o uso de fones de ouvido, da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (Apidiz), analisou 170 jovens e constatou que 55% deles apresentavam zumbido nos ouvidos, devido à exposição ao som alto. Metade do total de jovens analisados revelou que o sintoma surgia após o uso prolongado de fones de ouvido. Para os pesquisadores, a perda auditiva precoce (na faixa etária dos 30-40 anos) é uma realidade próxima para quem mantiver o uso inadequado dessa tecnologia. “Tecnologias como fones de ouvido e equipamentos sonoros de alta potência, se forem usadas de forma assídua e incorreta, aumentam drasticamente o risco de lesões no ouvido interno, com consequente perda auditiva”, ressalta Dra. Loren.

Problemas auditivos mais frequentes

O aparecimento de zumbido pode ser um dos primeiros sinais de que há algo errado com a audição. Outras lesões auditivas comuns podem, inclusive, levar à surdez, como a presbiacusia e perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR). “A presbiacusia é a perda auditiva relacionada ao envelhecimento natural do aparelho auditivo. De origem genética, geralmente é iniciada a partir dos 45 anos de idade, mas pode ser desencadeada por fatores como tabagismo, etilismo, sedentarismo e doenças metabólicas”, informa a especialista. Já a PAIR costuma afetar trabalhadores que não utilizam equipamento de proteção para ruídos elevados, no dia a dia. Entretanto, quem faz uso regular e rotineiro de fones de ouvido, ou frequenta locais com barulho intenso, tem o mesmo risco de desenvolver o problema.

Diagnóstico e terapia da deficiência auditiva

A avaliação, o diagnóstico e tratamento auditivo no Hospital Português, contam com uma equipe especializada em Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia, que atua em conjunto no Centro Médico HP, empregando tecnologias avançadas como: audiometria, imitanciometria, BERA, processamento auditivo central e emissões otoacústicas (teste da orelhinha). “Os exames para a avaliação auditiva devem ser realizados rotineiramente em todos os recém-nascidos, crianças em idade escolar, adultos e idosos com queixas audiológicas”, orienta Dra. Loren. Conforme a causa da perda auditiva, o otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo podem empregar recursos terapêuticos como aparelhos auditivos convencionais, cirurgia para otosclerose, cirurgias para implante de próteses auditivas de orelha média, implante auditivo ancorado no osso e implante coclear.