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Exposição solar adequada evita desde fotoenvelhecimento até o risco de câncer de pele

11 de fevereiro de 2020

Os raios solares, além de serem essenciais para a absorção de vitamina D pelo organismo (e consequentemente contribuir para a melhora imunológica, óssea, cardiovascular, muscular e metabólica), podem gerar, ainda, muitos outros benefícios à saúde, desde que sejam absorvidos com moderação. “Respeitar os horários indicados para tomar sol, antes das 9h e após as 15h; proteger a pele com aplicação de filtro solar, 30 minutos antes de se expor e reaplicação a cada duas horas; e fazer uso de guarda-sol e acessórios, como óculos, chapéus e roupas com fator de proteção UV, são condições essenciais para a permanência segura sob o sol”, orienta o especialista em oncologia cutânea do Centro de Oncologia Hospital Português/NOB, Dr. André Bacellar.

Efeito cumulativo

A atenção com a pele deve ser redobrada no verão, especialmente, em países tropicais, como o Brasil, onde há uma forte cultura de bronzeamento e as pessoas passam mais tempo sob o sol, ao mesmo tempo em que negligenciam o hábito de proteger a pele no dia-a-dia, em todas as idades. Esse comportamento faz com que 80% da radiação solar de uma pessoa ocorra antes dos 18 anos de idade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Uma das consequências dessa superexposição é o fotoenvelhecimento cutâneo – dano causado pela falta de cuidados sob o sol, que leva ao envelhecimento precoce da pele, não devido à idade, mas pela absorção excessiva de radiação solar. “A exposição ao sol, ao longo da vida, possui um efeito cumulativo na pele. Esse efeito pode causar desde manchas e alterações na textura da pele (rugas, secura e aspereza) até o câncer de pele. Por isso, é tão importante investir em prevenção, pensando sempre em longo prazo, não apenas no sol deste verão”, informa o oncologista.

Câncer de pele

Outra grave consequência da exposição prolongada e repetida aos raios ultravioletas do sol (UV), na infância, adolescência, fase adulta e maturidade, é o câncer de pele. Não à toa, o tumor não melanoma é o mais frequente entre os brasileiros, representando cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados pelo Instituto Nacional do Câncer – INCA. Já o melanoma, tipo mais grave, pela alta possibilidade de disseminação para outros órgãos (metástase), representa apenas 3% das neoplasias malignas da pele. A cada ano, o INCA registra mais de 165 mil novos casos da doença, no País. Mudar essa realidade é possível através de conscientização. Dr. André Bacellar observa que os cuidados preventivos devem ser seguidos por todos, ainda que pessoas de pele clara e com presença de sinais pelo corpo estejam mais vulneráveis a doença.

“O câncer de pele pode ser evitado e tem chances de cura aumentada através do diagnóstico precoce, feito por um médico dermatologista. Ao observar manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, e feridas que não cicatrizam em até quatro semanas, procure imediatamente um especialista. Lembre-se: a proteção solar e o acompanhamento médico de rotina são as melhores formas de prevenção”, finaliza Dr. André Bacellar.