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Hepatites Virais

10 de agosto de 2019

A Campanha Julho Amarelo, da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), movimentou o Farol da Barra, em Salvador, com a realização de testes rápidos gratuitos para o rastreamento das Hepatites Virais B e C, no dia 28. Nem o domingo de chuva e ventos fortes evitou que baianos e turistas comparecessem ao local para obter o diagnóstico rápido das Hepatites, e orientações sobre a prevenção e tratamento, oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  Dona Nevolanda Souza Bittencourt, 65 anos, aproveitou a ação social para realizar o exame pela primeira vez. “Vim de Itapoan para fazer o teste e ter a certeza de que minha saúde está boa”, disse.

Apoiada pelo Hospital Português (HP), a iniciativa promoveu sete horas de atendimentos gratuitos à comunidade, das 8h às 15h, com o suporte de colaboradores do HP. Especialistas do corpo clínico da Instituição também concederam entrevistas à imprensa local, para esclarecer o tema e convocar o público para participar da ação. Para o presidente da SBH e coordenador da Unidade de Gastro-Hepatologia do HP, Dr. Paulo Lisboa Bittencourt, o apoio de parceiros, como o Hospital Português, e artistas, como Ivete Sangalo, Durval Lélys, Bell Marques, Margareth Menezes, Gilberto Gil, Zeca Baleiro, Evandro Mesquita, Carolina Dieckmann, entre outras personalidades públicas, foi essencial na mobilização da comunidade.

“A prevenção é a marca do Julho Amarelo. O exame de rastreamento é rápido e simples, devendo ser feito uma vez na vida, por pessoas com mais de 40 anos de idade, que fizeram alguma cirurgia, transfusão de sangue ou tatuagem. Quem não participou da Campanha deve procurar os postos de saúde para fazer o teste”, destacou o especialista.

No Brasil, segundo País que mais realiza transplante hepático, no mundo, a maioria desses transplantes é motivada por doenças associadas à Hepatite C – infecção grave, que evolui para cirrose, no intervalo de 20 a 30 anos, sem provocar sintomas, podendo causar, também, câncer de fígado. “Atualmente, cerca de 700 mil brasileiros convivem com o vírus da Hepatite C e apenas 15% desse público foram diagnosticados. Estamos engajados na meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), de reduzir o número de casos novos da doença, em 90%, até 2030. O tratamento é bem simples, com medicações orais seguras, garantidas pelo SUS, promovendo a cura em 95% dos casos”, ressaltou Dr. Paulo Lisboa Bittencourt.

A Hepatite B não tem cura, mas pode ser controlada, evitando a transmissão do vírus. A vacinação é a principal forma de prevenir a doença, devendo ser feita conforme o calendário vacinal do Ministério da Saúde. Como não existe imunização para Hepatite C, é fundamental evitar as formas de contágio: exposição a sangue, fluidos ou objetos contaminados (seringas, agulhas, canudos, cachimbos, alicates de unha, escovas de dente e lâminas de barbear); uso de material não esterilizado ao colocar piercing, tatuagem e nos procedimentos cirúrgicos; e prática sexual com muitos parceiros, sem uso de preservativos.