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CIHDOTT cumpre papel social na rotina hospitalar

10 de setembro de 2023

Para alguns pacientes, o transplante de órgãos é a única opção de tratamento

 

Com a publicação da Portaria 1752/GM, do Ministério da Saúde, a constituição de Comissão Intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantes (CIHDOTT) passou a ser obrigatória em todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos.  Tais comissões surgiram com a missão de atuar nesses estabelecimentos para promover a política de doação de órgãos e tecidos e articular-se com o sistema Nacional de Transplantes através das Centrais Estaduais.

Quando a CIHDOTT do Hospital Português foi reestruturada, em 2016, a sua primeira ação foi analisar os óbitos do hospital identificando o grande potencial para doação de córneas devido às características de seus usuários. Desde então, a CIHDOTT tem realizado atividades de educação continuada regularmente incluindo visitas aos diversos setores do hospital no intuito de informar à maior gama possível de profissionais de saúde sobre doação de córneas, além de tirar dúvidas sobre morte encefálica (ME) e o funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes.

Coordenada pela médica intensivista, Dra. Raquel Hermes, e composta por uma enfermeira oncologista, duas assistentes sociais e três enfermeira. “A Comissão realiza ao longo do ano, uma serie de ações, palestras e cursos voltados para conscientização e estímulo à doação de órgãos. Os integrantes da CIHDOTT passam por treinamentos obrigatórios periódicos abrangendo legislação, funcionamento do Sistema Nacional de Transplantes, cuidados com potencial doador, acolhimento familiar, comunicação de notícias difíceis, estratégias para treinamento das equipes, dentre outros assuntos”, explica a especialista.

Em relação à morte encefálica, Dra. Raquel observa que graves lesões no cérebro podem levar à perda irreversível de suas funções caracterizando a morte encefálica (ME), mas para que esta seja declarada, é necessário seguir um protocolo bem definido pelo Conselho Federal de Medicina conforme estabelecido por lei.

A CIHDOTT atua nestes casos fazendo a notificação das suspeitas de ME ao Sistema Nacional de Transplantes além de acompanhar as etapas de cada protocolo realizado no hospital garantindo a supervisão local e da Central Estadual de Transplantes. “Durante o acompanhamento, a Comissão fornece esclarecimentos aos familiares sobre o protocolo, além de prestar-lhes acolhimento e escuta qualificada. Desta maneira, o diagnóstico de ME não existe para que haja doação”. explica Dra. Raquel.

A coordenadora da CIHDOT também observa que quando alguém tem a morte encefálica declarada, não havendo contraindicações médicas, os familiares têm a oportunidade de ajudar pessoas autorizando a doação de órgãos como fígado, rins e coração. “É nesse momento que a CIHDOTT realiza o acompanhamento dos protocolos, acolhimento aos familiares e a entrevista para doação de órgãos nos casos elegíveis. É um momento delicado para a família, mas que pode ser ressignificado através da doação de órgãos em benefício de outras vidas ”, conclui a médica.

Hospital Português
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