Vidas transformadas
por transplantes
1.284
Notícias Fique por dentro das novidades

HP retoma transplantes de fígado e rim — Hospital Português da Bahia

9 de setembro de 2014

HP retoma transplantes de fígado e rim

09 September 2014

Trezentos pacientes transplantados em 12 anos de atividade. Taxa de sobrevivência após 5 anos de cirurgia de 77%, equivalente à dos principais centros de saúde do Brasil e do mundo. Tempo cirúrgico médio de 4 horas – um dos menores do país. Metade dos procedimentos realizados sem a necessidade de transfusão de sangue. Os números do Programa de Transplantes de Fígado do Hospital Português evidenciam o alto nível de evolução conquistado em mais de uma década, que fizeram a operação de alta complexidade se tornar uma rotina na instituição. Tamanho desenvolvimento da terapêutica contrasta com o índice de doações de órgãos no Estado. De janeiro a junho deste ano, a Central de Notificações, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO-BA), registrou um total de 55 doações de múltiplos órgãos. No mesmo período, a instituição realizou através do Sistema Único de Saúde (SUS) 26 transplantes hepáticos e dois de rim (desde a retomada dos transplantes renais, em junho). A quantidade poderia ser maior se houvessem mais doações para atender a demanda crescente de pacientes crônicos terminais que esperam na fila por um órgão.

Dr. Jorge Bastos, cirurgião do Programa de Transplantes de Fígado do HP, professor associado à Faculdade de Medicina da UFBA e pós-doutor em cirurgia hepatobiliar pelo The Queen Elizabeth Hospital, Inglaterra, ressalta que a instituição é pioneira na Bahia nos transplantes de fígado, de rim e na substituição dupla desses órgãos, possuindo infraestrutura de ponta preparada para elevar o volume de cada um desses procedimentos. “Falta maior divulgação sobre a doação de órgãos e tecidos para aumentarmos o nível de conscientização da população. Assim, poderemos ampliar o número de doações e a frequência dessa cirurgia”, observa. Na avaliação do cirurgião do Programa de Transplantes Renais e médico do Centro de Urologia do HP, Dr. Maurício Fucs, é essencial elevar o número de doações renais para diminuir o tempo de espera na fila por um órgão. “O retorno dos transplantes de rim no Hospital tem contribuído para o crescimento do número de pacientes transplantados e, consequentemente, tem ajudado a melhorar o atendimento da demanda da sociedade por esse tipo de procedimento”.

Nesse sentido, os resultados do Hospital se assemelham aos de instituições transplantadoras reconhecidas pela excelência. Após 5 anos da cirurgia, a sobrevida dos rins transplantados é de 78%, já a dos pacientes chega a 85%, na série histórica de mais de 400 transplantes. Tendo uma equipe de cirurgiões qualificada e experiente na realização de transplantes de órgãos, a instituição vem aprimorando o seu desempenho, e a experiência acumulada se reflete na melhora da taxa de sobrevida a cada década. Dra. Margarida Dutra, médica nefrologista e professora associada à Faculdade de Medicina da UFBA observa que muitos pacientes já ultrapassam 20 anos de operados com o órgão transplantado funcionando, tendo acompanhamento contínuo da equipe médica especializada. “É um Programa de grande alcance social que através do SUS oferece aos pacientes a chance de recomeçarem a vida, antes presa à diálise, e retomarem uma rotina normal”, destaca.

É o caso do aposentado Valter Gueudevile, 58 anos, que comemora o resgate da qualidade de vida com o novo rim implantado em junho. Para ele, a cirurgia representa um renascimento completo após 12 anos de sessões de hemodiálise. “As pessoas precisam entender que cada órgão doado significa mais uma vida a ser continuada. A minha melhorou 100%. Antes fazia hemodiálise três dias por semana. Não podia viajar, era muito penoso porque começam a surgir outras complicações durante a terapia”, lembra o aposentado, que agora planeja levar motivação para os ex-companheiros da Nefrologia do HP.

O alto nível de qualificação dos profissionais envolvidos nos dois Programas tem proporcionado a padronização dos requisitos de segurança e qualidade em todos os procedimentos, refletindo em menor tempo cirúrgico, redução dos índices de complicações, aumento da sobrevida e da quantidade de intervenções realizadas por ano. Para Dr. Paulo Lisboa Bittencourt, médico clínico do Programa de Transplantes de Fígado e coordenador da Unidade de Gastro-hepatologia do HP (UGH), o desempenho da equipe multidisciplinar é um fator decisivo para a conquista e manutenção desses resultados de excelência. “Por mais tecnologia que se tenha à disposição, a qualificação e experiência de cirurgiões, clínicos, anestesistas, patologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros profissionais é fundamental”, conclui.

Hospital Português
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.